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Ao ritmo dos tubarões

Ao ritmo dos tubarões
• Foto: Vítor Chi

[videopub:http://spvd.i.xl.pt/RE22ErDvmlQ3kRqK6eEm.jpg|http://spvd.v.xl.pt/RE22ErDvmlQ3kRqK6eEm.mp4|290|240]“Dedicação e devoção é o nosso lema”. A frase, retirada da música de Mem Ramirez Lopes, demonstra a ambição existente na seleção de Cabo Verde antes da participação na Taça das Nações Africanas (CAN). Os tubarões azuis vão estar pela segunda vez na fase final da competição. Record passou o dia ao lado de uma equipa onde a esperança impera e comprovou o espírito de “família unida” em torno de um sonho: o título de campeões.

O dia começou bem cedo (8h45). O pequeno-almoço é obrigatório e os jogadores cumprem as ordens dadas pelo selecionador Rui Águas. Na sala de refeições o ambiente é calmo, mas ganha ritmo ao longo do dia.

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Ritmo, uma palavra que descreve cada momento passado pelo plantel. A música não falta, em alto e bom som. Seja no autocarro a caminho do treino, ou nos quartos, há sempre kizomba a tocar. A música corre-lhes nas veias.

O treino matinal obrigou à máxima concentração. Mas após o trabalho houve novo momento de tranquilidade e... lá tocou a música, porque é hora de almoço. A seguir, o descanso é obrigatório. Os jogadores recolhem aos quartos e aqui não há PlayStation. Há baralhos de cartas, prontos para serem usados. “Juntamos quatro ou cinco e jogamos às cartas a ouvir uma boa música. Conversamos sobre tudo. Aqui não há PlayStation”, explicou Heldon. E tudo isto tem uma finalidade: “Há uma união de grupo desde miúdos. Somos mesmo amigos, conhecemos as famílias e isso, claro, é bom, porque ajuda a uma união muito grande. Tratamo-nos como irmãos e o grupo fica mais forte”, reiterou Babanco.

Boa disposição

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O treino da tarde trouxe novo momento de concentração, mas depois, já ao fim do dia, estava guardado o convívio. Voltámos ao hotel, na companhia de toda a comitiva de Cabo Verde. O jantar, sempre animado, terminou e Carlitos vestiu a pele de jornalista. Empenhado e frontal, fez perguntas aos 23 convocados por Rui Águas. Uns mais envergonhados que outros, a verdade é que todos responderam. “É um orgulho estar aqui, com esta grande família”, foi a frase que mais se ouviu. Levantaram-se e lá foram novamente para o descanso, até porque hoje há jogo particular. Para trás, e como mostramos, ficaram quatro audazes cantores. Kuca, Odair, Platini e Stopira cantaram... mas, verdade seja dita, é no relvado que mostram mais talento.

Está em marcha a missão CAN’2015. Na bagagem, Cabo Verde leva “esperança, ambição e humildade”. Querem chegar “o mais longe possível”. E o desejo da equipa está bem explícito numa das músicas mais ouvidas no grupo de Rui Águas: “Ka bu straganu festa [Não estraguem a nossa festa].”

Um compositor na comitiva cabo-verdiana

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“Tubarão Azul é bodona [Tubarão Azul é o maior]”. Mem Ramirez Lopes, treinador de guarda-redes, foi o autor da letra e da música que transporta a ambição da seleção de Cabo_Verde. O tema foi feito para a CAN’2013, na primeira participação dos tubarões azuis. O sucesso foi tremendo em todo o país e no arranque para nova fase final é relembrada. Uma música interpretada em crioulo pelo grupo Ferro Gaita promete ser fonte de inspiração para os comandados de Rui Águas na luta pelo sonho do título.

No Senegal para defrontar o Congo

Depois de cumprido o estágio para a CAN’2015 em Portugal, a seleção de Cabo Verde partiu rumo ao Senegal, onde chegou durante a manhã de hoje. Dia que fica também marcado pelo segundo jogo de preparação para a Taça das Nações Africanas, depois do empate (1-1) frente à Guiné Equatorial, no Seixal. Dia 13 a equipa volta a viajar, desta feita rumo à Guiné Equatorial, país organizador da CAN’2015. A seleção de Cabo Verde entra em ação na competição a 18 de janeiro, frente à Tunísia.

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