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Balboa: «Manter os pés no chão é a chave»

Balboa: «Manter os pés no chão é a chave»
• Foto: REUTERS

A Guiné Equatorial já é a grande surpresa desta edição da CAN. A seleção anfitriã, que assumiu a organização da competição depois dos problemas com Marrocos devido ao Ébola, decide amanhã, frente ao experiente Gana, uma histórica passagem à final. Para o sucesso da Guiné Equatorial muito contribui Javier Balboa. O atacante do Estoril tem estado em grande destaque e, nos quartos-de-final, foi o responsável pelos dois golos que derrotaram a Tunísia após prolongamento (2-1).

“Isto está a superar todas as expectativas!”, começou por descrever Balboa a Record, a partir de Malabo, revelando que estar entre as quatro melhores seleções africanas é um feito extraordinário. “Ofacto de termos ultrapassado a fase de grupos já era um resultado fantástico, bom demais. Agora ganhar a uma seleção mais experiente e atingir as meias-finais é uma sensação indescritível. Mas estamos tranquilos. Não há euforia em excesso”, prosseguiu o jogador, que já contabiliza três golos na CAN.

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Javier Balboa é por estes dias um herói nacional. Como está o atacante a lidar com este mediatismo? “É verdade que fiz um bom jogo frente à Tunísia e estou a realizar uma grande CAN. Claro que os golos fazem a diferença, mas a equipa está a trabalhar muito. Nós abordamos cada jogo como se tratasse de uma final”, observou o atacante de 29 anos. Questionado sobre as possibilidades de a Guiné Equatorial apurar-se para a final, Balboa mostra-se humilde: “O sonho já era disputar esta competição. Tudo o que acontecer a partir de aqui já é bom. Manter os pés no chão é a chave do sucesso.”

Penálti e suspensão

Javier Balboa converteu uma grande penalidade duvidosa nos descontos frente à Tunísia, que levou o desafio para o prolongamento, num lance que causou imensa polémica: “Talvez não tenha sido penálti, mas são situações do jogo como tantas outras que vemos nos campeonatos europeus”. Entretanto, o árbitro desse jogo, Rajindraparsad Seechurn, das Ilhas Maurícias, foi suspenso durante seis meses pela atuação desastrosa nos quartos-de-final. Ojuiz foi ainda retirado do painel de Elite da CAF.

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