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CAN'2025: Marrocos desvaloriza disputa pelo troféu e assegura foco no Mundial'2026

Idrissa Gueye comenta decisão da CAF sobre a CAN e defende o desempenho do Senegal
• Foto: AP

O selecionador de Marrocos assegurou, esta terça-feira, a concentração na preparação para o Mundial'2026, desvalorizando a controvérsia em torno da atribuição do título da CAN'2025 aos 'Leões do Atlas' por abandono do jogo pelo Senegal.

Após a vitória por 2-1 frente ao Paraguai, em Lens, Mohamed Ouahbi desvalorizou o recurso senegalês ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), assegurando que o grupo de trabalho se sente "em boas mãos" sob a proteção da Real Federação Marroquina de Futebol (FRMF).

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"O nosso trabalho, da comissão técnica e dos jogadores, é preparar a equipa para o Mundial. Estamos em boas mãos, por isso estamos muito confiantes. Já estamos focados no Mundial", declarou o técnico marroquino, escusando-se a comentar a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF) que, em 17 de março, castigou o Senegal com derrota por 3-0 na final de janeiro.

O técnico assegurou ainda que o contexto polémico em torno da CAN não perturbou a preparação da equipa.

"Tivemos 10 dias de treino nos quais, sinceramente, não senti que isso incomodasse ninguém", sublinhou.

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Apesar da posição oficial, os adeptos marroquinos presentes no Estádio Bollaert celebraram o triunfo com cânticos de "campeões africanos", numa altura em que o Senegal continua a reivindicar o troféu conquistado no campo (1-0).

O caso remonta à final disputada em 18 de janeiro, em Rabat, quando os jogadores senegaleses abandonaram temporariamente o relvado em protesto contra um penálti assinalado a favor de Marrocos.

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Embora o Senegal tenha acabado por vencer no prolongamento por 1-0, a CAF reverteu o resultado por "falta de comparência", decisão classificada pelos senegaleses como o "maior roubo da história".

Na quinta-feira, o presidente da Federação Senegalesa de Futebol, Abdoulaye Fall, classificou a decisão como o "maior roubo da história do desporto", garantiu que o país -- que recorreu para o TAS - se recusa aceitar este desfecho.

Por sua vez, o governo senegalês solicitou na semana passada uma investigação internacional sobre suspeitas de corrupção no seio da CAF.

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Apesar da decisão federativa, o Senegal mantém o troféu em sua posse e apresentou-o aos adeptos, no sábado, no Stade de France, durante um particular frente ao Peru, que a seleção africana venceu por 2-0.

No domingo, o presidente da CAF, Patrice Motsepe, quebrou o silêncio após uma reunião no Cairo, assegurando que o organismo "respeitará qualquer decisão tomada pelo TAS" quanto à revogação do título.

O Senegal está a preparar a presença no Mundial2026, que vai ser disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá, no qual está integrado no Grupo I, juntamente com a França e a Noruega, com o terceiro adversário a sair do confronto entre a Bolívia e o Iraque, na final do playoff intercontinental.

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Por Lusa
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