A Etiópia apresentou oficialmente a sua candidatura para acolher a Taça das Nações Africanas (CAN) de 2028, evento que não organiza desde 1976 e para o qual assegura estar "totalmente preparada", anunciou a federação daquele país.
Em comunicado divulgado na segunda-feira à noite, a federação etíope confirmou a entrega da candidatura junto da Confederação Africana de Futebol (CAF), garantindo contar com o apoio do governo federal liderado pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed.
De acordo com o organismo que rege o futebol etíope, o dossier apresentado "cumpre todos os requisitos" e demonstra que a nação está "totalmente preparada para sediar o maior evento de futebol da África".
O anúncio oficial surge após o país da África Oriental ter manifestado, no início do ano, a intenção de acolher a prova pela primeira vez desde 1976.
A candidatura formaliza-se num contexto de instabilidade no segundo país mais populoso do continente, com cerca de 130 milhões de habitantes.
As forças federais mantêm confrontos com grupos armados nas regiões de Amhara e Oromia, registando-se também um aumento de tensões em Tigray, região onde um conflito entre 2020 e 2022 provocou a morte de 600.000 pessoas.
No plano desportivo, a seleção etíope ocupa atualmente a 143.ª posição do ranking da FIFA entre 211 federações.
A sua última presença na fase final do torneio continental ocorreu na edição de 2021, disputada nos Camarões, onde a equipa foi eliminada na primeira fase.
A última edição da CAN decorreu no início do ano em Marrocos, sendo que o troféu foi atribuído aos anfitriões, após a CAF retirar o título ao Senegal por considerar que os senegaleses abandonaram o campo durante a final com os marroquinos.
O torneio de 2027 terá organização conjunta de Quénia, Uganda e Tanzânia.
A edição de 2028 marcará a transição do modelo da competição, que deixará de ser bienal e passará a disputar-se a cada quatro anos, acompanhando a periodicidade das restantes provas sob a alçada da FIFA.