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Não fugindo aos trágicos acontecimentos de Cabinda o que é certo é que Angola tem vindo a ser "contaminada" por uma estranha campanha de desinformação.
O ataque terrorista da FLEC/FAC ao autocarro da selecção do Togo foi um acontecimento trágico e grave mas que imediata e habilmente foi aproveitado para iniciar uma estranha campanha de desinformação contra o estado angolano.
Não querendo branquear o que ocorreu, muito pelo contrário, não deixa de ser curioso constatar que imediatamente após o ataque que provocou duas vítimas mortais e uma mão cheia de feridos, alguns sectores africanos e não só iniciaram de imediato um ataque, subtil é certo, a Angola, mas vamos aos factos: a CAF, Confederação Africana de Futebol, antes do início da prova contactou todas as federações participantes no CAN tentado obter elementos concretos sobre a chegada das delegações nomeadamente datas, horas, locais e formas escolhidas para chegar a Angola, a todos estes elementos deveriam igualmente ser fornecidas as listas completas das delegações. Todas as federações responderam atempadamente excepto uma: a do Togo.
As autoridades angolanas foram surpreendidas quando as forças policiais de serviço na fronteira com o Congo avisaram que o autocarro do Togo estava no local para se dirigir a Cabinda e aqui terá residido o erro das autoridades já que deviam ter recusado, liminarmente, o acesso terrestre sem aviso prévio, isso não aconteceu e o resultado foi o que se conhece.
Segundo algumas fontes contactadas pelo Record não será de estranhar que tenha aqui existido "mãozinha" internacional até porque se tratou de uma estranha coincidência o facto de os terroristas terem obtido uma informação, a da chegada da comitiva do Togo, a que nem as autoridades angolanas nem a CAF tiveram acesso.
Apesar de tudo os jogadores togoleses manifestaram a intenção de continuar na prova só que o governo do Togo fez um ultimato aos seus atletas dizendo que se permanecessem em Angola não seriam reconhecidos como delegação oficial.
Nas últimas horas declarações do 1º Ministro do Togo, Gilbert Huogbo, deram conta que a ordem para fazer regressar a comitiva togolesa se deveu ao facto das "autoridades angolanas não terem dado garantias de segurança ao nosso governo" e por uma total "ausência de cooperação e informações". Comentários estranhos e ambíguos já que poucos minutos após o atentado o avião que transportava o Ministro das relações exteriores de Angola, Assunção dos Anjos, alterou a rota inicial que o levaria à Europa e rumou à capital do Togo onde se manteve em permanente contacto com o governo togolês.
Contudo, as ambiguidades togolesas não se ficaram por aqui já que ainda antes do 1º Ministro do Togo ter proferido estas declarações o seleccionador da Costa do Marfim Vahid Halilhodzic revelou em conferência de imprensa que "a situação não é nada agradável. Estamos hospedados num hotel vigiado por policiais armados até os dentes e treinamos sob a protecção deles. Tudo lembra uma guerra. Sinto-me como se estivesse em Mostar em 1992." Apetece perguntar: afinal em que ficamos, existe ou não existe segurança em torno das selecções presentes em Cabinda?
Em Luanda pensa-se que esta "má vontade" do governo do Togo, apesar de se reconhecer que os acontecimentos ocorridos foram gravíssimos, não será de todo uma surpresa porque por aqui ninguém esqueceu o apoio declarado das autoridades togolesas a Jonas Savimbi durante a guerra civil em Angola.
Segundo o Record apurou aqui em Luanda os autores do atentado já foram detidos e estão à guarda das autoridades angolanas sendo que os restantes envolvidos nesta acção da FLEC/FAC serão, mais cedo ou mais tarde, desmascarados porque tal como já escrevi anteriormente, ninguém tem dúvidas de que outros interesses poderão estar por trás desta acção só que também ninguém duvida que a seu tempo a resposta será dada porque, tal como se diz aqui em Angola, "Mangolwé não si deixa"...
Sabe-se que a província de Cabinda é um território apetecível pela riqueza que possui, pelo que todos os elementos conhecidos e outros que fontes vão revelando aqui e ali apontam para um conjunto de ingredientes dignos de um filme de Hollywood só que aqui, as personagens são pessoas reais.
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