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Norton de Matos: «Abertura de luxo com empate amargo»

O jogo de abertura também não defraudou as expectativas. Angola e Mali deram o pontapé de saída. E milhões de espectadores tiveram o prémio de assistir a um inacreditável  e pouco habitual resulltado de 4-4. Oito golos num só jogo é sempre sinónimo de alegria, espectáculo e emoção. E dramatismo também.

A selecção angolana, Manuel José e os adeptos ainda não devem ter despertado do pesadelo que os assolou. Estar a ganhar 4-0 a onze minutos do fim, 4-1 a três minutos, e deixar-se empatar é surrealista.Mas confirma a falta de traquejo da maioria dos jogadores e também a ausência de competição a sério nos últimos 14 meses.

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Apesar do natural favoritismo do Mali,uma equipa com muito melhores valores individuias e mais experiência,a equipa angolana fez um jogo desinibido e convincente merecendo largamente a vitória, mesmo com os constantes indícios perturbadores do seu bloco defensivo.

Tacticamente Manuel José deu um banho ao seu colega africano, com um futebol rápido e incisivo pelas faixas laterais,sobretudo pelo lado direito e controlando por completo o forte meio campo maliano. Mas perdeu de forma inglória e não se vai livrar de criticas desfavoráveis. Flávio e Gilberto confirmaram plenamente a sua mais valia. A substituição de ambos,os mais experientes e lideres, da equipa coincidiu com o descalabro.

Angola teve a vitória e a qualificação na mão e agora vai ter que ter sólidas reservas morais para  ultrapassar este  resultado, que na antevisão do jogo seria bastante bom, mas nas circunstâncias em que aconteceu é traumatizante.

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O Mali manteve milagrosamente  o seu estatuto de nunca ter perdido o primeiro jogo  nas edições da CAN.

Continuo a acreditar que Angola, com o publico ferveroso a apoiar poderá passar á fase seguinte com o Mali.

JOGADOR

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Este primeiro jogo da CAN mostrou-nos uma série de bons jogadores que merecem destaque de quadro de honra. Sobretudo Gilberto, Flávio e Djalma por Angola e o barcelonês Keita, o homem da reviravolta, o sevilhano Kanouté, o melhor golo do encontro, e o madrileno Diarra, o líder da equipa.

Mas a minha figura é MABINÀ (21). Este lateral direito angolano foi a principal arma de sucesso da equipa na construção do resultado histórico. Com as constantes acções ofensivas, Mabiná conseguiu confundir por completo a estratégia defensiva dos malianos. Um dos principais trunfos de Manuel José. Os preciosos centros para os dois primeiros golos angolanos foram decisivos. Mas não nos podemos esquecer um rol de boas jogadas que galvanizaram a equipa. Deu sempre muita profundidade ao jogo angolano. Revelou igualmente uma excelente técnica individual.

 

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