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Os treinadores cabo-verdianos elogiam os seis meses de trabalho de Rui Águas ao serviço da seleção e acreditam numa boa prestação dos tubarões azuis na Taça das Nações Africanas (CAN) de 2015, que começa sábado.
Em declarações à agência Lusa, Janito Carvalho (Sporting da Praia), Rui Alberto (Mindelense) e Domingos Fonseca (Académica do Porto) destacam a união como o ponto mais forte da seleção de Cabo Verde, mas dizem que há qualidades individuais que podem surpreender.
"Cabo Verde tem um grupo muito forte, organização, unido e que carrega consigo o orgulho de ser cabo-verdiano. Também tem muito talento individual", avaliou Janito Carvalho, atual treinador do Sporting da Praia.
O técnico, que já foi campeão nacional pelo Boavista da Praia, em que treinou os agora convocados da seleção Kuca e Babanco, disse que está muito otimista em relação a boa prestação de Cabo Verde na CAN e admitiu que seria "histórico" chegar às meias-finais na Guiné Equatorial.
O treinador, que também já orientou o defesa Gegé e o avançado Djaniny, alerta, no entanto, para o facto de o grupo de Cabo Verde, composto ainda pelos antigos campeões africanos Tunísia e Zâmbia e pela RD Congo, ser muito forte, mas disse que os tubarões azuis já são mais conhecidos e respeitados, pelo que podem surpreender.
"Mas é preciso muita humildade e muito trabalho. É difícil, mas nada é impossível", traçou Carvalho, temendo que o excesso de confiança jogue contra Cabo Verde.
Para Rui Alberto, o ponto fraco da seleção poderá ser a falta de experiência, mas o treinador campeão pelo Mindelense (São Vicente), diz acreditar muito na seleção, considerando que se trata de "um grupo forte, coeso, mas também com muitas qualidades individuais".
"Como se trata de um torneio curto, com um calendário muito apertado, será importante pontuar no primeiro jogo, domingo, frente à Tunísia, para depois tentar fazer outros bons resultados contra a RD Congo e a Zâmbia", traçou Rui Alberto.
Mesma opinião tem Domingos 'Gunda' Fonseca, treinador da Académica do Porto Novo (Santo Antão), para quem Cabo Verde é mesmo um dos favoritos na CAN, embora reconheça que o facto de já não se apresentar como fator surpresa pode ser um risco.
"Cabo Verde deve ficar sempre atento porque, depois da primeira participação em 2013, já não é uma seleção desconhecida e os adversários estão a contar com isso. É claro que isso é bom para qualquer jogador ou treinador, mas é preciso estar atento", apelou Gunga, dizendo que o "ataque rápido" é um dos pontos fortes dos tubarões azuis.
Quanto a Rui Águas, todos os técnicos ouvidos pela agência Lusa não têm dúvidas de que está a fazer um "excelente trabalho" nos seis meses à frente da seleção e destacam o facto de ser o primeiro a conseguir qualificar o país na liderança do grupo de apuramento.
"O primeiro objetivo foi conseguido. A prestação do Rui Águas tem sido superpositiva", reconheceu Janito Carvalho, enquanto Rui Alberto disse que "é um treinador que tem apresentado qualidade de jogo, aproveita os valores individuais para resolver os jogos quando o coletivo não está tão bem" e, por isso, "há que dar mérito".
Gunga também enalteceu o trabalho de Rui Águas, mas não escondeu que gostaria de ver um cabo-verdiano ao serviço da seleção.
"Sabemos que não é fácil. Os nossos campeonatos não dão estabilidade", reconheceu o técnico, que espera um aumento dos quadros competitivos para que mais jogadores de clubes locais sejam chamados à seleção, já que na lista dos 23 para a CAN todos atuam no estrangeiro.
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