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O presidente brasileiro Jair Bolsonaro negou esta segunda-feira que tenha exercido qualquer pressão para demitir o selecionador de futebol canarinho Tite, por supostamente discordar com a realização da Copa América no Brasil.
"A minha participação na Copa América foi a de abrir o Brasil para que a prova pudesse ser disputada aqui, mas sobre jogadores ou treinadores, não tenho nada a ver com isso", declarou o presidente à porta de sua residência oficial em Brasília.
Jair Bolsonaro referiu-se a conjeturas que se tecem na imprensa local, tanto em torno do desconforto de Tite quanto dos jogadores pelo fato de a Copa América ser disputada no Brasil, em plena pandemia do covid-19, e em relação a uma possível demissão do treinador.
Entretanto, os jogadores da seleção brasileira decidiram jogar a Copa América, a decorrer de 13 de junho a 10 de julho, apesar de alguma insatisfação, pondo fim aos rumores de um possível boicote, refere esta segunda-feira o sítio globoesporte.com.
Grupos afetos a Bolsonaro têm usado as redes sociais para manter duros ataque ao selecionador Tite nos último dias, por sua suposta oposição a que o Brasil seja sede do torneio, que a Argentina e a Colômbia declinaram organizar.
As especulações sobre a renúncia de Tite também sugerem que isso ocorreria após a partida que a seleção brasileira jogará na terça-feira em Assunção contra o Paraguai, da fase de apuramento para o Mundial2022, no Qatar.
O treinador disse que só depois dessa partida se vai manifestar sobre a Copa América, algo que também prometeram os jogadores da canarinha, que até agora estão calados e, segundo a imprensa local, estão a preparar um comunicado sobre o assunto.
Segundo a Conmebol, a Copa América, que seria organizada pela Argentina e Colômbia, países que desistiram do torneio, será disputada no Brasil a partir do próximo domingo, com sedes nas cidades de Brasília, Cuiabá, Goiânia e Rio de Janeiro.
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