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Nos últimos 25 anos, em várias ocasiões Portugal apresentou uma Selecção desfalcada de alguns dos seus melhores jogadores, umas vezes por opção, outras por necessidade. Breve análise a esses momentos dá-nos um ponto comum: a Alemanha é cliente certo de equipas nacionais repletas de segundas linhas.
Foi assim a 23 de Fevereiro de 1983, no Restelo, quando um espectacular golo de Dito (Sp. Braga), bateu os campeões da Europa e vice-campeões do Mundo, e a 20 de Junho de 2000, em Roterdão, num jogo que também entra para a história pelos 3 golos de Sérgio Conceição.
Há 25 anos, Otto Glória era um seleccionador em dificuldades. Súbito conflito de interesses com Benfica, a fazer bela campanha na Taça UEFA, cuja final perderia com o Anderlecht, conduziu à contingência de formar a Selecção só com um jogador (Bento) da maior potência da época.
De fora ficaram habituais titulares como Pietra, Humberto Coelho, António Bastos Lopes, Carlos Manuel, Alves, Chalana e Nené. Para defrontar uma RFA fortíssima, com Schumacher entre os postes e uma panóplia de estrelas como Kaltz, Briegel, Matthäus, Littbarski, Allofs, Völler e Rummenigge, Portugal alinhou da seguinte forma: Bento; João Pinto, Eurico, Lima Pereira (Paris) e João Cardoso; Dito, Festas (Joaquim Murça), Jaime Pacheco e Costa; Gomes e Manuel Fernandes (Reinaldo). Portugal venceu por 1-0 e Dito marcou, aos 56 minutos, com um tiro fantástico de fora da área. Jaime Pacheco, Festas e Paris estrearam-se na Selecção.
No Euro’2000, Portugal criou, nas duas primeiras jornadas da primeira fase, uma situação em tudo parecida com aquela que ditou agora a opção de Scolari frente à Suíça.
Com o apuramento e o primeiro lugar no grupo garantidos, Humberto Coelho decidiu poupar os habituais titulares e, com a excepção dos centrais Fernando Couto e Jorge Costa mudou a equipa, incluindo no sistema de jogo apresentado: Pedro Espinha (Quim); Beto, Fernando Couto e Jorge Costa; Sérgio Conceição, Costinha, Paulo Sousa (Vidigal) e Rui Jorge; Capucho e Sá Pinto; Pauleta (Nuno Gomes).
Sérgio Conceição marcou os golos que deram forma a um resultado surpreendente: 3-0. Oliver Kahn, um dos guarda-redes míticos da história do futebol alemão e mundial nada pôde fazer perante a noite inspirada do então jogador da Lazio.
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