A FIFA criou um monstro? Como as pausas de hidratação estão a mexer com o jogo e com as receitas
Calcula-se que a Fox ganhe mais só com os novos espaços publicitários do que pagou pelos direitos de transmissão do Mundial nos EUA; diretor executivo da Liga Portugal vê uma oportunidade; Daniel Sá, do IPAM, acredita que é o futebol a adaptar-se aos hábitos de consumo das novas gerações
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Depois ter transferido o Campeonato do Mundo de seleções para os meses de novembro e dezembro, em 2022, para evitar o pico do verão no Qatar, a FIFA voltou a desafiar a lógica do calendário e do clima e, em 2025, organizou a primeira edição do Mundial de Clubes nos EUA. O eco das críticas ainda hoje parece mais forte do que o ganho desportivo mas lições foram tiradas, nomeadamente no que respeita aos perigos de jogar futebol sob calor intenso, ou se preferirmos, em stress térmico. Pelo menos 3 jogos do Mundial de clubes, segundo dados da FIFPRO, deveriam ter sido suspensos ou adiados por terem decorrido com os termómetros acima dos 28 graus. Por cá, o próprio Sindicato (SJPF), em parceria com a FIFPRO e com a FPF, levou a cabo uma investigação científica relacionada com o tema no âmbito do 23º Estágio do Jogador, em Odivelas.
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