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O Mundial'2026 ainda não começou mas a 'Check Point Research' - empresa de cibersegurança - já identificou uma vaga de ameaças digitais associadas ao torneio, com lojas falsas de merchandising, plataformas fraudulentas de apostas e domínios de phishing criados para roubar dados pessoais, credenciais e informação bancária.
Os números mostram a dimensão do problema: só em abril foram registados 9.741 domínios com palavras como “FIFA” ou “World Cup”, mais de cinco vezes que o pico observado durante o Mundial'2022.
Desde fevereiro, o volume destes registos aumentou mais de quatro vezes. No início de maio, 1 em cada 41 novos domínios relacionados com o Mundial já estava classificado como suspeito ou malicioso.
Entre os exemplos identificados pela Check Point estão:
- A fifaofficialstore[.]shop, uma falsa loja oficial FIFA com descontos até 80% em camisolas, peluches e souvenirs;
- A fifa2026guess[.]com, uma plataforma gamificada que promete ganhos diários por “votar” em seleções;
- A fortune-worldcup2026[.]com[.]cn, um site fraudulento de apostas, em chinês, que se apresenta como plataforma oficial do Mundial.
Nos setores mais expostos ao impacto do torneio, como a media, hotelaria, turismo, lazer, transporte e logística, os ciberataques aumentaram entre 30% e 48% em termos anuais nos três países anfitriões Canadá, Estados Unidos e México.