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Cronologia do 'caso Balogun': o telefonema de Trump a Infantino e "4 dias de manobras jurídicas da Casa Branca à sede da FIFA"

Folarin Balogun
• Foto: AP

Sophia Cai, repórter norte-americana da Casa Branca do 'Politico', revelou os bastidores da por parte da FIFA - o avançado dos EUA recebeu ontem autorização para jogar frente à Bélgica depois de ter sido expulso frente à Bósnia nos 16 avos de final do Mundial'2026.

Num extenso artigo, a jornalista fez uma cronologia dos acontecimentos, dando conta de que a "campanha para manter Folarin Balogun em campo começou escassos minutos" após o avançado ter visto o cartão vermelho. A Casa Branca entrou em ação...

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Logo a seguir ao final do encontro de quarta-feira, "Andrew Giuliani, diretor-executivo da task force da Casa Branca para o Campeonato do Mundo alertou o presidente Donald Trump para a punição de Balogun devido a uma entrada imprudente". Ainda nessa noite, conta a mesma repórter, a Casa Branca prometeu agir contra o cartão vermelho, dando início a "quatro dias de manobras jurídicas e diplomacia que se estenderam desde a Sala Oval até à sede da FIFA em Zurique". "Giuliani, o secretário do comércio Howard Lutnick e altos funcionários da federação de futebol dos EUA começaram a acionar planos para contestar a decisão do árbitro em campo", pode ler-se no artigo de Sophia Cai.

Na quinta-feira, Donald Trump ligou a Infantino para questionar as regras da FIFA em relação aos cartões vermelhos. "Infantino ouviu atentamente, mas não fez promessas quanto ao desfecho". Enquanto isso, a federação de futebol dos EUA "preparava e submetia formalmente o recurso à FIFA e Giuliani e Lutnick também se ofereciam para disponibilizar advogados da Casa Branca para ajudar na análise jurídica".

O foco estava no historial do árbitro Rapahel Claus. "Artigos que analisavam controvérsias anteriores do árbitro brasileiro circularam entre altos funcionários do governo enquanto avaliavam todos os argumentos possíveis que pudessem reforçar o recurso", explica a jornalista. Na FIFA, altos responsáveis aconselharam Infantino e "trabalharam para determinar se as circunstâncias da entrada de Balogun cumpriam os critérios rigorosos que permitiriam reapreciar a decisão disciplinar".

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A resposta da FIFA chegou ontem, provocando então um autêntico 'terremoto' a nível mundial: Folarin Balogun vai poder defrontar a Bélgica nos quartos de final do Campeonato do Mundo. O organismo insiste que a decisão foi tomada por um "comité disciplinar independente". 

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Por Teresa Dinis Oliveira
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