O treinador português Nuno Campos crê que a Hungria vai privilegiar o contra-ataque no encontro com "o favorito" Portugal, para pontuar na luta pelo segundo lugar do Grupo F da fase de qualificação para o Mundial'2026.
Ligado desde o início da época ao Zalaegerszeg, clube do principal campeonato magiar, o técnico adianta à Lusa que o país da Europa Central está "a viver com grande entusiasmo" o desafio agendado para terça-feira, em Lisboa, depois da equipa das quinas ter vencido em Budapeste (3-2), num jogo em aberto até ao último segundo, realizado a 9 de setembro.
"De forma natural, Portugal é favorito, até porque é uma das melhores seleções do mundo e compete para ganhar as competições mais importantes. Como tal, creio que o jogo vai ser um pouco como aconteceu em Budapeste: uma equipa húngara que acredita que, defendendo bem, pode ganhar o jogo em contra-ataque", diz, em entrevista.
Para o lisboeta, de 50 anos, o objetivo da seleção orientada pelo italiano Marco Rossi é pontuar no Estádio José Alvalade para consolidar a pretensão ao segundo lugar, que vale o playoff de acesso à prova organizada por Canadá, Estados Unidos e México, enquanto Portugal é favorito a vencer o grupo, que inclui ainda Arménia e República da Irlanda, garantindo o apuramento direto.
O antigo defesa e ex-adjunto do treinador Paulo Fonseca, entre 2005 e 2021, realça que os golos marcados em setembro, em dois cabeceamentos certeiros do avançado Barnabás Varga, dão à Hungria a esperança de voltar a abalar a "consistência defensiva" de Portugal, seleção que nunca derrotou em 15 jogos - quatro empates e 11 derrotas.
"Acaba por ser uma equipa que defende mais 'baixo', acreditando que os jogadores com mais talento podem, em contra-ataque, resolver o jogo. (...) Jogando contra Portugal, o jogo não vai estar repartido. A Hungria vai defender na maioria do tempo", projeta, lembrando a "maturidade a nível internacional" dos magiares, assente em elementos como Szoboszlai, do Liverpool.
Depois de ser treinador principal no Santa Clara e no Tondela, equipa que guiou à final da Taça de Portugal na época 2021/22, e de orientar os sub-20 do Flamengo, na primeira metade deste ano, Nuno Campos cumpre a primeira experiência na Hungria, num grupo com média de idades de 22,6 anos, em que o principal objetivo é desenvolver jogadores para gerar "mais-valias".
"Jogando um futebol atrativo e bonito, como tem acontecido, estamos a valorizar os jogadores jovens para, amanhã, poderem ser uma mais-valia para o clube. Naturalmente, a nível de resultados, uma equipa tão jovem oscila muito. Temos de ganhar essa consistência ao longo de uma temporada que vai ser difícil. O objetivo só pode passar mesmo pela manutenção", assume.
Surpreendido com as "muito boas" condições de trabalho na 1.ª Liga magiar, dotada de estádios e instalações de treino "muito recentes", o treinador salienta que a mentalidade do 11.º e penúltimo classificado, com sete pontos após nove jornadas, é "valorizar o jogador e o jogo", pese os entraves à adaptação, relacionados com a língua húngara, num plantel com oito nacionalidades.
"Também a língua acaba por ser algo em que tem de se ter tempo para comunicar da melhor forma. Gostaríamos que essa evolução que fosse mais rápida, mas, com jogadores tão jovens, é normal demorar um pouquinho mais. Estamos a lutar para que, com o apoio de toda a gente e a forma de jogar bonita da equipa, os resultados desportivos apareçam mais rapidamente", assume.
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