Lionel Messi é o primeiro a jogar em seis Mundiais
Cristiano Ronaldo deve juntar-se ao astro argentino dentro de poucas horas
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Lionel Messi tornou-se na terça-feira o primeiro jogador a atuar em seis edições do Campeonato do Mundo, ao entrar de início no embate da Argentina com a Argélia, em Kansas City.
Depois de alinhar consecutivamente nos Mundiais de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, o futebolista de 38 anos já fez também o visto na edição de 2026, que se iniciou na quinta-feira e termina em 19 de julho, dia da final, em East Rutherford.
Messi fica, por agora, sozinho na liderança deste ranking, mas deverá ser hoje alcançado pelo português Cristiano Ronaldo, que, aos 41 anos, também deverá fazer parte do 'onze' luso que defronta a República Democrática do Congo, em Houston.
Além de Messi e Ronaldo, apenas o guarda-redes mexicano Guillerme Ochoa conta seis convocatórias para mundiais, mas, no seu caso, com jogos apenas em três edições (2014, 2018 e 2022).
Messi vai ter, neste particular, a companhia de Ronaldo, mas, no que respeita aos jogos disputados, reforçou a liderança, pois soma hoje o 27.º encontro, precisamente 20 anos depois do primeiro, então com 18 anos.
O 10 da formação detentora do título mundial, que se tinha isolado no primeiro lugar na final do Mundial de 2022 (4-2 nos penáltis, após 3-3 nos 120 minutos, com a França), vai aumentar a vantagem para dois alemães já retirados.
Lothar Matthäus (1982 a 1998) é o segundo da lista, com 25 jogos, e Miroslav Klose (2002 a 2014) o terceiro, com 24, sendo que, entre os jogadores presentes na edição de 2026, o que conta mais jogos é Ronaldo, com 22, no quinto posto, ainda atrás do italiano Paolo Maldini (1990 a 2002), com 23.
Nascido em Rosario, em 24 de junho de 1987, Lionel Andrés Messi Cuccittini estreou-se na competição em 2006, com 18 anos, e deixou logo a sua marca, pois, nos 16 minutos que esteve em campo face à Sérvia-Montenegro (6-0) fez uma assistência e marcou um golo.
Messi, que não tinha sido utilizado no jogo de estreia da Argentina (2-1 à Costa do Marfim), foi, depois, titular face aos Países Baixos (0-0), jogando 70 minutos, mas, ainda sem estatuto, quase não contou nos jogos a eliminar.
O selecionador José Pékerman colocou-o a seis minutos do final do tempo regulamentar do jogo dos 'oitavos' com o México e Messi acabou por jogar 36 e ajudar a Argentina a vencer no prolongamento (2-1), mas, nos 'quartos', não saiu do banco face à Alemanha (1-1 após prolongamento e 2-4 nos penáltis).
Depois de ter entrado na edição 2006 como promessa, Messi já foi ao Mundial de 2010 como 'Bola de Ouro', mas, apesar de ter jogado 450 minutos, numa seleção orientada por Diego Armando Maradona, saiu sem golos, e com apenas uma assistência, sendo novamente vergado pela Alemanha (0-4 nos 'quartos').
Após os três jogos de 2006 e dos cinco de 2010, Messi somou sete em 2014, sempre como titular, e, com quatro golos, todos na fase de grupos, e uma assistência conduziu a Argentina até à final, perdida, claro, para os germânicos (0-1 no tempo extra).
Em 2018, só pôde disputar quatro encontros, já que, depois de uma fase de grupos titubeante, a Argentina caiu nos 'oitavos' face à França (3-4), com o '10' a fechar a prova com um golo e duas assistências, ambas face aos gauleses.
À quinta tentativa, que, então, anunciou como a "última oportunidade", Messi saiu como 'rei' da edição 2022, para muitos como o definitivo 'G.O.A.T' (melhor de todos os tempos, na tradução para português), ao guiar a Argentina ao seu terceiro título, com sete golos e três assistências, em sete jogos.
Nas meias-finais, o argentino igualou os 26 jogos de Matthäus e na final com a França (3-3 após prolongamento e 4-2 nos penáltis), em que 'bisou', deixou para trás o alemão, que liderava isolado a lista desde a edição de 1998.
Messi conseguiu o seu grande objetivo de carreira em 2022, mas volta agora à carga em 2026 e, para já, como titular, capitão e líder da Argentina, que face aos argelinos representa pela 200.ª vez -- Javier Mascherano é o segundo, com 147.
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