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Mauro Airez e a presença da Argentina na final do Mundial'2026: «Ninguém pode achar estranho»

Antigo internacional argentino fez carreira no futebol português entre 1991 e 1999

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Argentina celebra após vencer a Inglaterra
Argentina celebra após vencer a Inglaterra • Foto: AP
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O antigo internacional argentino Mauro Airez avaliou este sábado uma seleção argentina "em crescendo" no Mundial'2026 e defendeu que "ninguém pode achar estranho" a presença na final da prova, na qual irá defrontar Espanha. 

O apuramento da Argentina para a final do campeonato do mundo, após reviravolta contra a Inglaterra na meia-final (2-1), deixou satisfeito o antigo avançado, que fez carreira no futebol português, ao serviço de Benfica, Belenenses, E. Amadora e Estoril  entre 1991 e 1999, cujo estado de espírito enquanto argentino na véspera para a final de domingo, que vai decidir o título mundial, é o melhor.

"Acho que, para quem acompanhou todos os jogos da seleção argentina, desde o início do Mundial até esta semifinal e quem perceba minimamente de futebol, ninguém pode achar estranho a Argentina ter chegado da forma que chegou a esta final. A Argentina foi uma equipa que começou [a fase a eliminar] com um jogo menos bom [Cabo Verde, pelos 16 avos de final] e depois automaticamente foi crescendo", considerou o antigo futebolista, de 57 anos.

Mauro Airez, que conta com quatro internacionalizações pela seleção principal Argentina numa carreira internacional que contempla participações nos Jogos Olímpicos Seul'1988 e nos Jogos Pan-Americanos de 1987, salientou o percurso de ascensão da albiceleste, cujo mérito atribui ao selecionador Lionel Scaloni por uma fase de grupos em que a Argentina registou três vitórias nas primeiras três jornadas e se preparou para as adversidades que se seguiriam.

"O treinador conseguiu escalar a equipa no terceiro jogo [Jordânia] para pôr nove ou 10 jogadores que ainda não tinham jogado e fez descansar a equipa. Podemos dizer que isso foi um trabalho muito bem feito coletivamente, porque se viu a Argentina, em quase todos os jogos a seguir, a entrar em desvantagem no marcador, e à medida que o jogo ia passando via-se a maturidade da equipa e do treinador", enalteceu.

O antigo avançado, que se radicou em Portugal, onde reside há 35 anos, teceu elogios a Scaloni pela "capacidade em fazer substituições" e "uma leitura de jogo impressionante", considerando-o o obreiro do sucesso argentino numa exigente fase a eliminar em que as dificuldades surgiram em todas as partidas, frente a Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra, nas quais a campeã mundial em título acabou sempre por prevalecer.

"Scaloni é um treinador que ouve, a opinião de jogadores deste calibre também é importante", salientou Airez, destacando a "cumplicidade com a sua equipa" nos momentos de maior dificuldade.

Para o duelo que decidirá quem vence o Mundial'2026, o ex-futebolista, hoje empresário, antecipa uma final muito difícil para a sua seleção, mas mantém-se crente sobre as suas possibilidades, desde que cumpra o seu plano de jogo na perfeição.

"A Argentina tem de entrar com a mesma vontade, com a mesma leitura de jogo e praticamente o mesmo formato que teve com a Inglaterra. A Espanha é uma equipa que troca muito bem a bola e tem jogadores muito interessantes no meio-campo", analisou por fim, alertando ainda para a importância de manter a equipa fresca fisicamente, travar as ações individuais de Lamine Yamal e também garantir a liberdade para que a principal figura argentina, Lionel Messi, possa fazer a diferença no plano ofensivo.

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