Scaloni promete uma Argentina a "dar tudo até ao último momento": «Nunca damos um jogo como perdido»
Selecionador quer carimbar passaporte para a final do Mundial'2026 com uma vitória frente a Inglaterra
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O selecionador argentino, Lionel Scaloni, garantiu em conferência de imprensa que a Argentina vai "dar tudo, até ao último momento" para chegar esta quarta-feira à final do Mundial'2026, na meia-final com a Inglaterra, em Atlanta.
"A mensagem para as pessoas é que desfrutem do momento, porque há razões para estarem satisfeitas, com muita esperança nestes jogadores, e agradecidos. Vamos deixar até à última gota de suor para tentar passar à final, que não fique qualquer dúvida", afirmou o técnico campeão mundial em título.
A Argentina chegou às meias-finais com seis vitórias em seis jogos, mas sofreu muito nos três embates a eliminar, perante Cabo Verde (3-2, após prolongamento), nos '16 avos', Egito (3-2), nos 'oitavos', e Suíça (3-1, após prolongamento), nos 'quartos'.
Desta forma, o conjunto sul-americano está pela segunda vez consecutiva nesta fase da prova, sendo que também venceu as duas últimas edições da Copa América.
"Porquê este ciclo? Jogam bem, são bons jogadores e temos a cultura de nunca darmos um jogo por perdido. Todas as seleções que chegaram a esta fase passaram por dificuldades, também a Inglaterra e a Espanha, que venceu dois jogos nos últimos minutos, com Bélgica e Portugal", explicou Scaloni.
De acordo com o técnico argentino, de 48 anos, são estas etapas que moldam as equipas: "Passando por dificuldades, ficas cada dia mais forte, melhoras. Esta é uma fortaleza que tem esta equipa e vai continuar a tê-la sempre".
Pela frente, a Argentina, campeã mundial em 1978, 1986 e 2022, terá uma Inglaterra que há muito persegue o sonho de repetir a conquista única de 1966 e é liderada por Harry Kane e Jude Bellingham, ambos autores de seis golos e uma assistência.
Porquê este ciclo? Jogam bem, são bons jogadores e temos a cultura de nunca darmos um jogo por perdido. Todas as seleções que chegaram a esta fase passaram por dificuldades, também a Inglaterra e a Espanha, que venceu dois jogos nos últimos minutos
Lionel Scaloni
Selecionador da Argentina
"São dois dos melhores jogadores do mundo, que qualquer treinador gostaria de ter, sem dúvida. Tentaremos neutralizá-los com as nossas armas, para que não façam um bom jogo. Temos uma ideia de jogo e esperamos levá-la a cabo", frisou.
Quanto ao onze, pode mexer: "Podemos fazer alguma alteração, pensando em fazer dano ao rival e protegermo-nos do bom que eles têm. A ideia é entrar com o melhor que temos. Em princípio, todos os que acabaram cansados o último jogo estão bem".
Scaloni falou também de algumas coisas à margem do jogo, como o facto de Argentina ir jogar com o segundo equipamento, azul, similar ao que apresentou no célebre jogo de 1986.
"Eu não pedi para jogarmos com as camisolas azuis, nem sei quem foi. Se calhar, é uma tradição, não sei. Se Tuchel [selecionador inglês] não tem problema com isso, perfeito", disse.
O técnico também falou do jogo de há 40 anos, talvez o mais emblemático da carreira de Diego Armando Maradona, autor dos dois golos argentinos (2-1), em jogo dos 'quartos', o primeiro com a 'mão de Deus' e o segundo após fintar meia equipa inglesa.
"Toda a gente recorda esse jogo e a atuação do Diego, sobretudo o segundo golo, que ficará para sempre guardado nos nossos corações. Qualquer amante do futebol recorda-o da melhor maneira e mais com os relatos da época, pela emoção", disse.
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Depois, um agradecimento aos que não são argentinos e torcem pela seleção 'albiceleste', nomeadamente ao apoio vindo do Bangladesh que tem visto em vídeos.
"Obrigado às gentes do Bangladesh, estando tão longe da Argentina. É espetacular. É muito lindo ver gente que não é do teu país, com camisolas da Argentina, é algo espetacular. Obrigado e esperamos dar-lhes uma alegria. É para isso que estamos aqui", garantiu o selecionador argentino.
Scaloni foi também questionado se o jogo de Atlanta seria mais do que um encontro de futebol, devido à Guerra das Malvinas, que enfrentou os dois países em 1982.
"Não posso misturar as coisas, sobretudo por respeito ao que aconteceu. Foi uma época muito triste. Misturar as coisas seria uma loucura neste momento que vivemos. Estão a acontecer coisas em vários locais do mundo e criticamos que haja guerra. E eu vou-me pôr a dizer que é mais do que um jogo de futebol? Parece-me uma loucura", frisou o técnico argentino.
O selecionador dos campeões do mundo prosseguiu: "Que culpa têm os jogadores e as pessoas de agora? Isto é futebol, por favor", reforçou, finalizando: "O que podemos nós fazer com o que aconteceu há anos atrás? É inútil. Faz parte da nossa história. É triste, houve gente que sofreu muito. E não estou cá para pôr mais lenha na fogueira".
A segunda meia-final do Mundial'2026, entre a campeã em título Argentina e a Inglaterra, realiza-se hoje, no Estádio Mercedez-Benz, em Atlanta, a partir das 15H locais (20H em Lisboa), com o vencedor a defrontar a Espanha na final de domingo.
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