Debast cria divergência entre Federação Belga e Sporting: central avaliado em Los Angeles
A decisão final só será conhecida esta tarde a poucas horas do jogo com a Espanha relativa aos quartos de final do Mundial
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Ainda não é certo que Zeno Debast se vá estrear no Mundial'2026. Apesar de ter sido dado como clinicamente apto pelo departamento médico da seleção belga e por um órgão independente contratado pela FIFA para analisar estes casos, o defesa central só poderá ser utilizado após uma nova avaliação que será realizada em Los Angeles, antes do jogo com a Espanha, um duelo relativo aos quartos-de-final (sexta-feira, às 20 horas).
Através de um comunicado, os responsáveis belgas foram colocaram-no automaticamente de fora e até informaram que o jogador se encontra a treinar à parte. "Zeno Debast não estará disponível para os quartos de final. O seu clube, o Sporting CP, informou o jogador de que não o considera clinicamente apto para disputar jogos. Esta avaliação difere da equipa médica dos Diabos Vermelhos, bem como das instâncias médicas e de seguros da FIFA. O Zeno treina hoje individualmente sob a supervisão do departamento de Performance da RBFA", publicaram os diabos vermelhos.
Apesar do teor do documento ser definitivo, segundo Record apurou, a decisão final ainda não foi tomada e, na sexta-feira, está prevista uma reavaliação onde será feito o ponto clínico. Caso todas as partes decidam que o jogador já se encontra recuperado, Debast pode voltar a ser utilizado pelo selecionador Rudi Garcia. Por outro lado, caso subsistam dúvidas que possam colocar em causa a saúde do futebolista, a estreia no Mundial será adiada.
O internacional belga, recorde-se, lesionou-se no início de maio após o jogo com o V. Guimarães, num treino realizado na Academia quando batia bolas paradas. O jogador foi convocado com a esperança de que a sua evolução fosse positiva e permitisse o uso neste Mundial. Antes do duelo com o Senegal, dos 16-avos-de-final, já tinha voltado aos treinos sem limitações, mas apenas agora havia recebido luz verde do órgão independente da FIFA que analisa estes temas.
Dada a sensibilidade do caso, nenhuma das partes quer correr riscos e, neste sentido, espera-se agora que o resultado da derradeira avaliação termine num consenso.
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