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Ancelotti explica por que não colocou Neymar em campo: «Guardei-o para o prolongamento»

Craque brasileiro não saiu do banco na vitória sofrida sobre o Japão nos 16 avos de final do Mundial

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Neymar a caminhar na direção do banco de suplentes do Brasil antes do início do jogo contra o Japão no Mundial'2026
Neymar a caminhar na direção do banco de suplentes do Brasil antes do início do jogo contra o Japão no Mundial'2026 • Foto: AP
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Neymar não saiu do banco de suplentes do Brasil na vitória suada () da canarinha sobre o Japão nos 16 avos de final do Campeonato do Mundo.

Em declarações no final do encontro em Houston, Carlo Ancelotti explicou que tinha planeada a entrada do craque brasileiro entre os 60 e 65 minutos, caso o Brasil continuasse atrás no marcador, e no prolongamento caso o encontro não se decidisse no tempo regulamentar.

"Estávamos a guardar o Neymar para o prolongamento. Falei com ele, entraria no minuto 60 ou 65, mas nós empatámos o jogo e eu não queria mudar a estrutura porque a equipa tinha o controlo do jogo", começou por justificar o treinador italiano, que também aproveitou para tecer elogios aos seus jogadores e ao adversário: "Temos muitos recursos, no banco e no campo. Do ponto de vista individual, os jogadores estão num bom nível e isso é positivo. Temos que valorizar. Foi uma partida muito exigente. O Japão não é uma seleção fácil. É intensa e muito organizada."

Jogo mais completo do Brasil

"O plano no primeiro tempo era filtrar mais passes por dentro, mas não nos saiu bem, devido à qualidade defensiva do Japão. Mudámos para tentar ter mais força na área, fazendo mais cruzamentos. Até agora, foi o nosso jogo mais completo. Houve uma evolução, porque, se sentimos problemas nas outras partidas para encontrar espaços, hoje solucionámos isso muito bem na segunda parte. Foi um jogo ainda mais difícil, porque agora estamos na fase a eliminar e enfrentámos um adversário forte, que alcançou excelentes resultados. Ao intervalo, disse aos meus jogadores para terem paciência, porque, mais cedo ou mais tarde, sabíamos que o golo apareceria. A questão era manter a nossa estrutura para não comprometer mais a partida. Fizemos um excelente trabalho e não nos apressámos na procura da vitória."

Confiança na equipa

"Na segunda parte, ninguém pensava que não íamos marcar. Obviamente, o aspeto psicológico é importante. O sofrimento é normal, assim como o alívio. Estava confiante [na vitória], porque a equipa jogava bem. Tivemos dificuldades pela força do Japão, que é organizado, perigoso e tem atletas fortes nos duelos, mas não estivemos perdidos em campo como no primeiro tempo frente a Marrocos [empate 1-1, na primeira jornada da fase de grupos]."

O próximo adversário

"Estamos fortes e contentes. Seguimos o nosso caminho e temos de continuar a melhorar. Descansar também é muito importante. Agora, vamos ver quem será o próximo adversário. A Noruega tem grande qualidade, mas a Costa do Marfim também pode ganhar. Respeitamos todas as seleções e jogadores. Temos trabalhado bem, mas, para melhorar, não podemos estar contentes. Queremos evoluir e jogar a um nível mais elevado. Gostei muito deste jogo, mas temos de pensar no próximo."

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