A 2.ª estrela também iluminou Gaia
Casa quase cheia e a torcer, na maioria, pela seleção espanhola. No final, a festa foi rija
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Fecha-se o pano sobre o Mundial’2026 e, consequentemente, sobre a Fan Zone Betano Medialivre, em Vila Nova de Gaia. E o adeus foi bastante digno e com direito a festa em tons de La Roja no final, registando-se uma lotação quase esgotada (a rondar o milhar de pessoas), com os espanhóis em clara maioria e, além disso, a contar com uma espécie de união ibérica na hora de torcer pelo vencedor. Depois de mais de 120 minutos de batalha dentro do campo, o apito final foi celebrado com saltos, palmas e muitos gritos de entusiasmo em honra da segunda estrela de campeão do mundo de ‘nuestros hermanos’.
Aos argentinos, em clara minoria no espaço, de nada valeram as velas e as rezas dos poucos adeptos que se fizeram notar. A exibição foi pálida e quem estava a assistir raramente se fez ouvir. Por outro lado, os espanhóis fizeram-se sentir (e ouvir) em Vila Nova de Gaia, exaltando mais uma exibição dominadora de La Roja. No final brindou-se à vitória, sempre com o fair play que pautou todas as noites na Fan Zone Betano Medialivre.
Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara Municipal, não faltou à festa e deixou a promessa de que esta é uma iniciativa para repetir no futuro. “A paixão dos portugueses pelo futebol merecia uma fan zone e uma cidade da dimensão de Vila Nova de Gaia não poderia falhar a isso. As eliminações de Portugal, do Brasil e de Cabo Verde fizeram diminuir a adesão, mas não estamos nada arrependidos de termos aderido a esta iniciativa. Esperamos poder repetir daqui a quatro anos ou até daqui a dois, no Europeu. Aliás, termos tanta gente aqui hoje só demonstra que tudo isto valeu muito a pena”, referiu o edil, elogiando ainda “o ambiente de grande festa” que se viveu todas as noites.
Confrontos em Lisboa
O início das celebrações espanholas no Terreiro do Paço ficaram marcadas por momentos de tensão. A polícia foi obrigada a intervir e acabou por ser acusada, por adeptos argentinos, de usar força desnecessariamente.
“Nós argentinos e espanhóis somos como irmãos, nunca pensei ter um conflito com eles, mas quando a polícia começou a agredir, todos vimos uma menina da Argentina a sangrar porque lhe bateram na boca”, denunciou um adepto, à CMTV, seguido por outro argentino que, com a camisola da seleção manchada de sangue, denunciou a agressão à namorada, que usava um penso na cara:“Bateram na minha namorada, que é portuguesa, não faz sentido.”
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