A história dramática por trás do beijo mais tocante do Mundial'2026: «Começaram a preparar o meu funeral»
Stale Solbakken, selecionador da Noruega, festejou vitória com o Senegal de forma efusiva com a mulher e momento viralizou
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No final do Noruega-Senegal, Stale Solbakken protagonizou um dos momentos mais emocionantes deste Mundial, ao furar a segurança para dar um beijo à mulher Anniken. As câmaras da transmissão televisiva não deixaram escapar o momento em que o selecionador nórdico subiu a grade para celebrar efusivamente a vitória por 3-2 e consequente passagem aos '16 avos' com a sua companheira e as imagens viralizaram nas redes sociais.
Contudo, por trás deste amor de várias décadas, houve momentos muito dificeis na vida do casal e obstáculos que tiveram de superar. Em 2001, Solbakken, quando ainda jogava no Copenhaga, sofreu um ataque cardíaco no túnel do estádio, após um jogo com o Aalborg. O antigo médio foi reanimado pelo médico do clube, Frank Odgaard, que revelou que este esteve com o coração parado durante 12 minutos e 7 minutos sem respirar, pelo que descreveu como um verdadeiro milagre o jogador ter sobrevivido.
Solbakken esteve vários dias nos cuidados intensivos em coma induzido. Mais tarde numa entrevista, recordou o que sentiu quando acordou: "Ao início não via nada, apenas uma escuridão total. Depois apareceu um azul claro... chamemos-lhe túnel. Era uma luz linda. Quando me acordaram, pensei: 'Oh, não, podia ficar ali mais um pouco?'. Não tenho explicação para o que vi."
Este momento obrigou o atual selecionador norueguês a implantar um desfibrilhador no coração e a terminar a carreira de jogador aos 33 anos. Contou também que foi um momento difícil para Anniken, que tinha apenas 24 anos, mas que os uniu mais do que nunca.
Nos dias que esteve em coma, havia muitas dúvidas em torno da sua sobrevivência. Assim, mais tarde Solbakken ficou a saber que o seu funeral já tinha começado a ser pensado.
"Os meus pais voaram para a Dinamarca imediatamente. Contaram-me que, durante o voo, a minha mãe começou a organizar o meu funeral. Ao início preocupava-os se eu sobreviveria; depois, se sofreria danos cerebrais. Eram esses os pensamentos que atormentavam a minha família e os meus companheiros, que me viram cair, morrer e ressuscitar", relatou.
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