Análise de Rui Malheiro à RD Congo: O muro que reza para não atacar
Adversário de Portugal no Mundial visto à lupa
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Há 52 anos que a República Democrática do Congo não pisava o palco de um Mundial. Na última vez, em 1974, ainda se chamava Zaire, e a memória que sobrou foi a de três derrotas na fase de grupos e de um pontapé surreal de Mwepu Ilunga, que saiu furioso de uma barreira num livre a favor Brasil. O futebol foi reduzido a uma anedota etnográfica numa época em que um continente inteiro era tratado como curiosidade exótica. O regresso faz-se pela porta mais estreita que o calendário oferecia. Segundo lugar no grupo africano atrás do Senegal, play-off continental ganho aos Camarões (1x0) e à Nigéria nos penáltis, e o play-off intercontinental decidido em Guadalajara, frente à Jamaica, com um golo, ao minuto 100, de Axel Tuanzebe. Três eliminatórias ganhas no limite. Há equipas que entram num Mundial a celebrar uma travessia. Os congoleses entram como sobreviventes. É esse o retrato exato do que a Seleção Nacional vai encontrar em Houston: um conjunto que não vence jogos — sobrevive-os.
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