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Antigo jogador da U.Leiria é o primeiro 'sikh' a jogar fase final de um Mundial

Presença do futebolista assume um cariz histórico para a religião monoteísta fundada no século XV por Guru Nanak no norte da Índia

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Sarpreet Singh (à esquerda) numa disputa de bola com Saman Ghoddos, da seleção do Irão
Sarpreet Singh (à esquerda) numa disputa de bola com Saman Ghoddos, da seleção do Irão • Foto: AP
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O futebolista neozelandês Sarpreet Singh, que representou a União de Leiria em 2024/25, fez história no Campeonato do Mundo de 2026 ao tornar-se o primeiro futebolista 'sikh' a disputar a competição.

O médio ofensivo, de 27 anos, alcançou o feito na passada segunda-feira ao ser titular e alinhar 90 minutos no empate da Nova Zelândia frente ao Irão (2-2), em jogo disputado no Estádio SoFi, em Inglewood, nos Estados Unidos.

Singh, que conta com uma passagem pelo futebol português ao serviço da União de Leiria, nasceu em Auckland, na Nova Zelândia, mas possui dupla nacionalidade por ser filho de uma família originária de Punjab, na Índia.

A presença do futebolista assume um cariz histórico para a religião monoteísta fundada no século XV por Guru Nanak no norte da Índia, e que conta atualmente com cerca de 25 milhões de seguidores em todo o mundo.

Os homens desta comunidade adotam frequentemente o sobrenome Singh, que significa 'leão', e muitos mantêm o uso do turbante e do cabelo comprido, sem cortar, como símbolos da sua fé, embora este último aspeto visual não seja o caso de Sarpreet.

"Significa muito para mim, para o meu povo, para a minha família e para a minha comunidade", afirmou o internacional neozelandês, em conferência de imprensa na Califórnia, manifestando o desejo de que o seu exemplo inspire mais jovens de ascendência indiana e punjabi.

O jogador chegou a Portugal em agosto de 2024 para reforçar a União de Leiria, da 2.ª Liga, tendo assinado um contrato válido por uma temporada com mais duas de opção após uma experiência de cinco anos no futebol alemão.

Durante a sua passagem pelo emblema leiriense, o atleta realizou 20 partidas oficiais - 19 no campeonato e uma na Taça de Portugal - e marcou quatro golos, tendo sido chamado com regularidade à seleção do seu país.

O jogador, que foi contratado pelo Bayern Munique em 2019 e atualmente representa os neozelandeses do Wellington Phoenix, por empréstimo dos sérvios do FK TSC Backa Topola, destacou o orgulho em abrir caminho para atletas de ascendência indiana.

Apesar de a Índia nunca ter disputado um Mundial, a diáspora do país está representada na edição de 2026 por outros futebolistas, além de Singh, como o australiano Nishan Velupillay e Tahsin Jamshid, do Qatar.

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