Costa do Marfim não terá adeptos no Mundial: «EUA não querem ver fãs de certos países»
Dificuldade em obter vistos bloqueou a entrada dos costa-marfinenses
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A organização do Mundial por parte dos Estados Unidos não deixa de surpreender. Depois da situação vergonhosa que bloqueou a entrada do árbitro da Somália, Omar Artan, no aeroporto de Miami devido à política migratória de Donald Trump, desta vez foram os adeptos da Costa do Marfim a serem afetados.
A seleção costa-marfinense, que se estreia diante do Equador na madrugada de dia 15 (segunda-feira), ficará sem apoio nos estádios durante os jogos - de habitantes vindos do país - devido à dificuldade de obtenção de vistos. “Os adeptos renunciaram à viagem porque o Estado norte-americano não quer ver adeptos de certos países, incluindo a Costa do Marfim, em seu território. Os Estados Unidos foram claros connosco ao dizer que não queriam ver os nossos adeptos. Esta situação magoa-nos muito, pois impede-nos de cumprir o nosso dever soberano, que é apoiar a nossa equipa”, lamentou Julien Kouadio Adonis, presidente do Comité Nacional de Apoio aos Elefantes.
A expectativa da Costa do Marfim era levar cerca de 500 adeptos para apoiar a seleção nos estádios, mas a restritiva política migratória dos EUA voltou a atacar.
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