Roberto Martínez: «Decido com informação que mais ninguém tem»
Selecionador nacional em entrevista a Record
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RM - O processo começou há três anos. A nossa lista para o Mundial começou a ser feita no primeiro jogo contra o Liechtenstein e fechou na noite antes da convocatória. É um processo que gostamos muito de fazer com a equipa técnica. Há um período de jogos, de recolha de informação, de acompanhamento de jogadores, de avaliação de ligações, perfis de jogadores, daquilo que podem fazer na seleção. Depois, o dia da decisão é o dia antes da convocatória. O processo é muito claro. Já são dez épocas a fazer convocatórias e escolhas. Ao princípio, era mais do ponto de vista do jogador, de como utilizávamos o jogador. Agora há um equilíbrio, uma continuidade, nos jogadores que ganham jogos e nos que são importantes, mas depois trata-se de criar uma equipa com os perfis de que precisamos para executar os conceitos táticos, para os adversários que temos pela frente, e ter clareza sobre aquilo de que precisamos. O mais difícil é deixar o jogador fora, mas não é uma decisão difícil no sentido de dúvida; o difícil é transmitir a mensagem negativa a uma pessoa que tem muito entusiasmo por representar a Seleção no Mundial. Para nós, a ideia de jogar o nosso estilo não é um sistema, são posições no relvado. Há jogadores por dentro, jogadores por fora, aspetos de que precisamos contra o Congo, contra o Uzbequistão, contra a Colômbia. Vamos jogar com quatro jogadores por dentro, entre linhas: João Félix, Bernardo Silva, Bruno Fernandes e Trincão. Então, não há mais espaço para outros jogadores do mesmo perfil, seja o Ricardo Horta, o Pedro Gonçalves ou o Rodrigo Mora. A decisão é muito clara, mas deixar um jogador fora tem sempre um aspeto pessoal difícil.
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