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Em Curaçau são quase todos: 23% dos jogadores do Mundial vão representar um país onde não nasceram

Há apenas 8 seleções totalmente compostas por jogadores nascidos no próprio país

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Armando Obispo e Juninho Bacuna vão jogar por Curaçau, mas nasceram na Holanda, tal como 25 dos 26 convocados do país estreante
Armando Obispo e Juninho Bacuna vão jogar por Curaçau, mas nasceram na Holanda, tal como 25 dos 26 convocados do país estreante • Foto: Jane Barlow/PA via AP)
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Com 48 seleções, o Mundial'2026 vai contar com um número recorde de jogadores presentes (1.248), dos quais quase um quarto (23,1%) vão representar uma seleção que não a do seu país natal. Ao todo, segundo contas feitas pelo jornalista mexicano Jaime Macias, da Telemundo, são 289 os futebolistas que vão jogar por um país que não o seu de nascimento.

Curaçau, com 25 dos 26 jogadores provenientes da Holanda  - apenas Tahith Chong nasceu na ilha -, é o comandante destacado desta lista, que tem ainda a RD Congo com 20 futebolistas 'estrangeiros' e Marrocos com 19. Na Europa, a Bósnia é a recordista, com 17 jogadores nascidos fora do país. 

Cabo Verde, com 14 dos 26, conta também com mais de metade dos jogadores nascidos fora da ilha, sendo que curiosamente é a Holanda o país que mais jogadores 'deu', no caso 6.

Na zona baixa da tabela, com 1, surgem Egito, Paraguai, Japão, Bélgica, Uzbequistão, Espanha, Alemanha, Coreia do Sul e Inglaterra.

Já Portugal tem dois jogadores nesta lista - Matheus Nunes, nascido no Rio de Janeiro, e Diogo Costa, natural de Rothrist, na Suíça -, tal como Noruega, Uruguai, Irão e Argentina.

Da Noruega, por exemplo, um dos 'estrangeiros' é Erling Haaland (nascido em Leeds), ao passo que no Uruguai um deles é Rodrigo Zalazar, reforço do Sporting para 2026/27 que nasceu em Albacete.

De referir que Portugal foi país de nascimento de quatro jogadores que vão atuar no Mundial ao serviço de outra seleção que não a nossa: Wagner Pina, Telmo Arcanjo e Hélio Varela por Cabo Verde; Pedro Miguel pelo Qatar.

Apenas 8 países são 100% locais

Segundo as contas apresentadas, em 48 seleções somente África do Sul, Arábia Saudita, Áustria, Brasil, Colômbia, Panamá, República Checa e Suécia têm a equipa totalmente composta por jogadores nascidos no país.

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