França'1938: campeões da cabeça aos pés
A Alemanha desmantelou o Wunderteam austríaco, mas não passou de figurante no festival de novo título italiano
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O Mundial’38 surgiu num período em que a Europa vivia os tempos difíceis de fenómenos bélicos perigosos. A Espanha estava em guerra, o nazismo prosperava, o fascismo caminhava para o auge e o desporto era uma boa forma de propagação das ideologias e de afirmar complexos de grandeza – já tinha sido assim com Hitler nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim. Os alemães queriam tanto o título que desfizeram a maravilhosa máquina que era o Wunderteam austríaco, para melhorarem a sua própria seleção – ao contrário de cinco companheiros, Matthias Sindelaar recusou-se a fazê-lo e morreria um ano depois em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas. A Itália era a campeã em título, mantinha o selecionador e a grande estrela (Meazza), para lá de evoluir debaixo do manto protetor de Benito Mussolini. Checoslováquia e Hungria eram sempre candidatas e o Brasil chegava a França com uma seleção de grande talento, liderada por Leônidas, uma das estrelas maiores do futebol mundial.
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