Gana protesta impedimento de entrada de Thomas Partey no Canadá: «Decisão lamentável»
Governo ganês enviou nota oficial às autoridades canadianas
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O governo ganês enviou este sábado um protesto oficial às autoridades canadianas que se recusaram a conceder visto ao futebolista Thomas Partey, devido a crimes de violação de que é acusado em Inglaterra, solicitando que a decisão seja revertida.
"O Gana enviou uma nota oficial de protesto" ao Canadá, pedindo que reconsiderem esta "decisão lamentável", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros ganês, Sam Okudzeto Ablakwa.
Na sexta-feira, o médio dos espanhóis do Villarreal, viu ser-lhe negado o visto de entrada no Canadá, tendo a FIFA confirmado que o jogador "não poderá viajar de Boston, onde está sediada a seleção ganesa, para o Canadá para o jogo de estreia frente ao Panamá, na quarta-feira (17 de junho)".
No mesmo comunicado, o organismo regulador do futebol mundial referiu que "não se imiscuiu nos procedimentos de imigração dos países anfitriões" do Mundial2026, que decorre até 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá.
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A seleção do Gana, que é treinada pelo português Carlos Queiroz, tem estreia marcada no Grupo L para a próxima quarta-feira, diante do Panamá, em jogo agendado para o Estádio BMO Field, em Toronto.
Partey, que no sábado completa 33 anos, enfrenta, em Inglaterra, acusações de sete crimes de violação e um de agressão sexual, que reportam a supostos atos cometidos entre 2020 e 2022, quando representava o Arsenal.
O jogador, que também passou por Atlético de Madrid e Maiorca, declarou-se inocente das seis primeiras acusações numa audiência realizada em Londres, em setembro, tendo ficado em liberdade sob fiança, enquanto aguarda os próximos passos do processo.
Contudo, em fevereiro deste ano, foi acusado num tribunal de Londres de dois novos crimes de violação, referentes a 2020, sendo que a vítima apresentou queixa em agosto de 2025.
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