Itália'1934: com o empurrão de Benito Mussolini
O ditador criou um lema “vencer ou morrer” e avisou o treinador: “Que Deus o ajude se fracassar”
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Num período político marcado pelo fascismo, o presidente italiano fez questão de honra em receber o Mundial e, mais relevante ainda, de vencê-lo a todo o custo. Benito Mussolini montou a grande festa à sua maneira e aproveitou-a como demonstração do seu poder: escolheu os árbitros dos jogos da Itália, naturalizou quatro argentinos e um brasileiro para aumentar a qualidade e exerceu pressão insustentável sobre tudo e todos, incluindo aqueles que podiam dar-lhe a glória. “Vencer ou morrer” era o lema de um Campeonato do Mundo que tinha várias seleções com aspirações: a Áustria, o Wunderteam de Hugo Meisl, referenciado pela figura magistral de Matthias Sindelaar; mais a notável Espanha, de Ricardo Zamora, que teve cinco jogadores na equipa-tipo da competição e a Checoslováquia, de Planicka, o monstro checo das balizas. A Itália venceu todas essas equipas no caminho do título.
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