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Javier Tebas arrasa FIFA no 'caso Balogun': «É apenas a ponta do iceberg»

Presidente da LaLiga fala num "modelo de governação que há muitos anos deteriora a credibilidade do futebol"

Gianni Infantino novamente visado no 'caso Balogun'
Gianni Infantino novamente visado no 'caso Balogun' • Foto: Lusa/EPA
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O 'caso Balogun' continua a gerar reações um pouco por todo o mundo, principalmente agora que os Estados Unidos acabaram eliminados do Mundial'2026, aos pés da Bélgica (1-4). Através de um comunicado publicado nas redes sociais, Javier Tebas, presidente da LaLiga, deixou duras críticas à atuação da FIFA em todo o processo, frisando que esta é apenas "a ponta do iceberg de um modelo de governação que há muitos anos deteriora a credibilidade do futebol".

Leia a mensagem de Javier Tebas na íntegra:

"O perdão do castigo ao jogador dos Estados Unidos, Balogun, não é uma anedota nem um erro isolado. É, simplesmente, a ponta do iceberg de um modelo de governação que há muitos anos vem deteriorando a credibilidade da FIFA e do futebol.

Quando as normas podem ser interpretadas ou modificadas conforme convém. Quando as decisões de maior relevância são tomadas sem um verdadeiro diálogo e acordo com as ligas nacionais/domésticas, que são as que sustentam o futebol profissional os 365 dias por ano. Quando se impõe uma agenda unilateral sem ouvir os principais agentes do futebol... O problema deixa de ser uma resolução concreta e passar a ser o sistema.

Os Congressos da FIFA são grandes encenações de unanimidade, onde não há qualquer debate real e onde as decisões chegam fechadas antes mesmo de começarem as votações. Não há acordos, aprovam-se decisões que prejudicam constantemente as ligas nacionais/domésticas.

O caso de Balogun não faz mais do que reforçar essa perceção. É a ponta do iceberg. Além disso, se as regras são aplicadas constantemente sem arbitrariedade, a confiança desaparece. E sem confiança, não há credibilidade institucional.

E o pior de tudo é que grande parte do mundo do futebol tem consciência disso, mas muitos preferem manter um silêncio cúmplice. Porque calar é mais cómodo do que defender a independência, a transparência e o bom governo.

O futebol mundial merece instituições que prestem contas, respeitam as regras e governem com transparência, não por meio de decisões unilaterais e arbitrárias. Que desgastem a confiança de adeptos, clubes, ligas e jogadores".

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