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Nem Vini, Hakimi ou De Jong: o motivo pelo qual os jogadores não podem responder a perguntas em espanhol no Mundial

Espanhol é a segunda língua mais falada nos EUA

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De Jong
De Jong • Foto: AP
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Tendo em conta a dimensão do Mundial'2026, é normal que as conferências de imprensa das várias seleções tenham jornalistas de todas as partes do Mundo. Mas a organização não permite perguntas em... espanhol na maior parte das antevisões/rescaldos, algo que já está a gerar alguma polémica, principalmente nas redes sociais, até porque é a segunda língua mais falada nos EUA, e o México, onde se fala espanhol, é um dos países organizadores da competição.

O jornal 'El País' explica que a FIFA só permite perguntas em espanhol nos jogos disputados nos EUA caso joguem México, Espanha, Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador e Paraguai. As outras federações terão de pedir autorização para que haja tradutores disponíveis.

Os casos que têm dado mais que falar nas redes sociais são os de Hakimi (PSG/Marrocos), Vinícus Jr. (Real Madrid/Brasil) e De Jong (Barcelona/Holanda). Nas conferências de imprensa, todas elas em território norte-americano, os jornalistas questionaram estes futebolistas em espanhol, mas foram rapidamente interrompidos. Os jogadores até mostraram disponibilidade para ouvir as perguntas em espanhol, mas foram informados de que não havia tradutor. Aliás, Vinícius Jr. até disse que preferia que o jornalista fizesse a pergunta em espanhol em detrimento do inglês. 

"Não terem tradutores parece-me ridículo e absurdo; ou é um descontrolo ou é simplesmente porque não querem que se fale espanhol"; "agora nos jogos no México deviam fazer o mesmo com os jornalistas estrangeiros: se não for em espanhol, não se responde às perguntas"; se num Mundial também organizado pelo México há tradutores para outras línguas, mas não para espanhol não parece lógico. Não é racismo, mas poderia, sim, ser considerado discriminação linguística", pode ler-se nas redes sociais. 

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