«O Mundial pode não ser nosso, mas as Malvinas são»: governo britânico contesta polémica tarja da Argentina
Celebração dos jogadores da seleção albiceleste após a vitória frente a Inglaterra condenada pela classe política britânica
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A Argentina derrotou (2-1) a Inglaterra nas meias-finais do Mundial'2026 e a forma como os sul-americanos celebraram tem dado muito que falar. No final da partida, os argentinos ergueram uma tarja que dizia "As Malvinas são argentinas", ressuscitando memórias do conflito armado entre os dois países em 1982 pela disputa desse arquipélago.
A tarja não caiu bem entre a classe política do Reino Unido e suscitou uma resposta oficial do gabinete do primeiro ministro. A porta-voz de Keir Starmer reafirmou a soberânia britânica sobre o arquipélago das Malvinas, mas tem dúvidas sobre a necessidade de uma ação da FIFA.
"O Mundial pode não ser nosso, mas as Ilhas Malvinas são definitivamente. A nossa posição permanece inalterada. A autodeterminação cabe aos ilhéus e o nosso compromisso com as Malvinas nunca vai falhar. De forma mais abrangente, uma possível ação é um assunto para a FIFA, mas tem sido um Mundial fantástico e temos dito sempre que a política deve ficar fora do futebol", afirmou a representante do chefe do governo.
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Stephen Doughty, ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, também condenou a reivindicação dos jogadores argentinos e pediu que o foco se voltasse a virar para o futebol.
"Não temos absolutamente nenhuma dúvida sobre a nossa soberania sobre as Ilhas Falkland e as áreas marítimas circundantes. As Ilhas Falkland são britânicas, continuam a ser britânicas e continuarão a ser britânicas e os habitantes das Falkland querem ser britânicos. Já explicaram isso muitas, muitas vezes. Vamos voltar a focar-nos no futebol", afirmou o governante, num discurso na Câmara dos Comuns.
Recorde-se que as Ilhas Malvinas estão de facto sob a soberania da coroa britânica desde 1833. Este domínio inglês sempre nunca foi aceite pela Argentina, originando um conflito armado em 1982, que durou entre 2 de abril e 14 de junho. Os britânicos saíram vencedores e confirmaram a soberania sobre o território.
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