Pauleta, a sintonia lusa no PSG que beneficia Seleção e "o jogador que todos os treinadores gostam de ter"
Histórico avançado do clube francês e de Portugal aplaude Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos
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A Seleção Nacional beneficiará no Mundial'2026 da sintonia entre Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos, recém-bicampeões europeus pelo Paris Saint-Germain, admite o ex-internacional Pauleta, histórico avançado do clube francês.
"Quantos mais jogadores competirem juntos durante a temporada, maior entrosamento há. O Paris Saint-Germain tem a sorte de ter quatro atletas portugueses de grande qualidade e verdadeiros profissionais. Admiro-os imenso em todas as vertentes", traçou à agência Lusa o antigo avançado, de 53 anos, que é o segundo melhor marcador da história da equipa das quinas, com 47 golos em 88 internacionalizações, e participou nos Campeonatos do Mundo de 2002 e 2006.
A 30 de maio, o defesa esquerdo Nuno Mendes, os médios João Neves e Vitinha e o avançado Gonçalo Ramos ajudaram os pentacampeões franceses a revalidar o título europeu frente ao campeão inglês Arsenal na final da Liga dos Campeões, decidida no desempate por penáltis (4-3, após 1-1 no fim do tempo regulamentar e do prolongamento), em Budapeste, na Hungria.
"A juntar a esses médios, e se olharmos para o valor de Bernardo Silva, Rúben Neves e Bruno Fernandes, imagine-se a qualidade que temos. Só temos de estar tranquilos e confiantes, apoiando para que a seleção atinja um grande objetivo. É uma sorte para o Paris Saint-Germain e Portugal terem quatro jogadores que se conhecem muito bem. Três deles estão a jogar mais, mas Gonçalo Ramos tem a mesma qualidade e está entrosado no espírito de equipa e na forma de jogar daquele clube", avaliou Pauleta.
Pauleta vinca a "enorme capacidade de criar e finalizar" de Gonçalo Ramos, que "está fresco", uma vez que não jogou muito esta época" ao serviço do Paris Saint-Germain, apesar de "ter sido decisivo várias vezes"
Nuno Mendes, João Neves, Vitinha, eleito melhor jogador da final da Liga dos Campeões pela UEFA, e Gonçalo Ramos já tinham conquistado a Liga das Nações de 2025 por Portugal e estão nos 26 convocados do treinador espanhol Roberto Martínez para a nona presença, e sétima seguida, dos lusos na fase final do principal torneio internacional de seleções.
Terceiro melhor marcador das quinas em Mundiais, com quatro golos, Pauleta vinca a "enorme capacidade de criar e finalizar" de Gonçalo Ramos, que "está fresco", uma vez que não jogou muito esta época" ao serviço do Paris Saint-Germain, apesar de "ter sido decisivo várias vezes".
"Acho que pode ser aproveitado, porque quando entra, seja para jogar 90, 40 ou 10 minutos, está sempre preparado para dar tudo e fazer a diferença. É o jogador que todos os treinadores gostam de ter", enquadrou, realçando ainda o "perfil diferente" de Gonçalo Guedes, terceira opção para o ataque.
No topo da hierarquia está o capitão Cristiano Ronaldo, de 41 anos, que é o recordista de internacionalizações (227) e golos (143) por Portugal e vai disputar o Campeonato do Mundo pela sexta vez, "dispensando quaisquer palavras por causa da sua qualidade, experiência e capacidade de decidir".
Único a marcar em cinco edições, o madeirense deverá partilhar esse recorde de participações com o também dianteiro argentino Lionel Messi, campeão do mundo em 2022, e o mexicano Guillermo Ochoa, guarda-redes do AVS em 2024/25, tendo em vista o quarto troféu por Portugal, após as conquistas do Europeu, em 2016, e de duas Ligas das Nações, em 2019, no Porto, e em 2025.
"Não precisa de muito mais coisas na carreira, mas creio que, mais mês, menos mês, chegará aos 1.000 golos [como sénior]. Agora, não podemos é olhar para ele de maneira diferente se não se sagrar campeão do mundo. É óbvio que merecia [esse título], mas todos os fenómenos que conquistaram o Mundial são vistos de forma diferente. O último foi Lionel Messi. Espero que isso não aconteça com Cristiano Ronaldo. Mas, já agora, para que os dois acabem iguais, era bom que Portugal fosse campeão", reconheceu.
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Pedro Resendes, mais conhecido por Pauleta no futebol, testemunhou as estreias em fases finais do avançado do recém-campeão saudita Al Nassr, orientado pelo compatriota Jorge Jesus e cujo plantel integra João Félix, outros dos 26 convocados por Roberto Martínez para o Mundial'2026.
Há 20 anos, e já depois da derrota frente à Grécia na final do Euro2004 (1-0), em Lisboa, Portugal fechou o Campeonato do Mundo no quarto lugar, na Alemanha, com Cristiano Ronaldo a mostrar um "talento enorme", que "continuou a evoluir", ao ponto de se projetar para uma "carreira de sonho".
"Jogar aos 41 anos não é para todos, mas é graças ao trabalho. Começa-se a ver muitos a terem carreiras mais longas e podem ter a certeza que isso é muito devido à mensagem e ao trabalho que ele mostrou a todos os que se seguiram. Só temos de estar contentes por termos alguém desta classe e nível ainda a competir", ressalvou Pauleta, vendo como "objetivo máximo" no futebol a chegada ao Mundial, no qual se estreou em 2002, numa edição coorganizada por Japão e Coreia do Sul, e marcou três golos frente à Polónia (4-0), sem impedir a eliminação lusa logo na primeira fase.
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