Roberto Martínez diz que atitude da Seleção foi "extraordinária": «É melhor ter um desempenho assim na fase de grupos...»
As declarações do selecionador nacional após o empate frente à RD Congo (1-1), na estreia no Mundial'2026
Seguir Autor:
Seguir Autor:
Portugal não foi, esta quarta-feira, além de um empate frente à RD Congo (1-1) na estreia das duas equipas no Mundial'2026. No final da partida, Roberto Martínez analisou a entrada em falso da Seleção Nacional na competição.
"Entrámos muito bem no jogo. Marcar o golo mudou um bocadinho a falta de chegada à área. Começámos a procurar só manter a bola e não chegámos ao último terço. Isso deu uma oportunidade à RD Congo de reagrupar, recomeçar. O golo antes do intervalo surge numa bola parada. Sabemos que trabalham muito bem e isso faz parte do Mundial. Agora é avaliar, analisar. Mas gostei da atitude. Continuámos... A 2.ª parte foi muito mais incisiva, chegámos ao último terço e isso faz parte do processo do Mundial. É melhor ter um desempenho assim na fase de grupos. A atitude foi muito boa e os aspetos individuais que precisamos para crescer durante o Mundial estiveram no jogo", referiu, à LiveModeTV.
Relacionadas
À Sport TV:
"O mais difícil é começar o jogo bem, ter uma ideia coletiva importante do que acontece no jogo. E fizemos isso muito bem até ao golo. Marcar precisava de ser um momento para ter um maior controlo, ocupar os espaços e chegar mais à área. E foi o contrário. O não querer perder a vantagem fez com que tivéssemos uma posse nas zonas onde a RD Congo poderia reestruturar-se e armar o contra-ataque. A sorte também joga muito. Sofrer antes do intervalo faz com que o jogo se torne muito difícil. Mas a atitude dos jogadores foi sempre muito positiva, extraordinária. Disse que para ter sucesso no Mundial precisamos de nos focar nos jogos. Até ao primeiro golo jogámos o jogo, e depois tivemos a emoção de querer ganhar o Mundial e não procurámos a profundidade, o espaço... Mas acontece. A atitude foi muito muito boa, extraordinária. E agora é preparar bem o segundo jogo".
Foi procurando agitar com as substituições? "É importante mudar o padrão de ataque. A RD Congo tinha uma estrutura defensiva confortável, ganhava muitos duelos. A entrada do Francisco Conceição... Procurou diferentes espaços, o Semedo também, é importante ter um jogador com o Rafael Leão, o Gonçalo Ramos com presença na área. Não estamos ligados a um onze, estamos ligados aos 26 jogadores e isso é um ponto forte, importante. Hoje vamos com muita autocrítica e precisamos de crescer neste Mundial".
Ficou a sensação de que havia mais alguma coisa para preparar? "Não precisamos de ganhar o Mundial. Precisamos de jogar bem, de executar o que precisamos de fazer. E não de ter o peso nas costas de ganhar o Mundial. O processo é ganhar o máximo número de pontos nesta fase de grupos".
Isto pode ter algum peso nos jogadores? "Faz parte de um torneio como o Mundial. O ranking mundial não dá uma vantagem. A RD Congo fez um jogo espetacular, foi uma final para eles dentro do torneio. E nós tivemos muitos momentos de não querer perder a vantagem e ganhar o Mundial. E precisamos de melhorar rapidamente isso".
Cristiano Ronaldo foi rapidamente para o balneário. É sinal da frustração do grupo? "É o primeiro jogo no Mundial, não temos os hábitos certos. O fim do jogo mudou um bocadinho [no Mundial]. Há muito trabalho com entrevistas. Os jogadores não têm a certeza se precisam de ficar, ir ao balneário, voltar... Vamos ajustar".
Relacionadas
À SIC:
O que é que falhou? "Acho que entrámos muito muito bem. O golo muda tudo. Tentámos temporizar muito em zonas que deu para a RD Congo ajustar a pressão e tentar iniciar o contra-ataque. Não conseguimos utilizar a nossa velocidade e atacar as costas. Mas acho que reagimos bem e gostei da atitude e do que os jogadores tentaram fazer até ao último segundo. É também uma boa amostra daquilo que é um jogo do Mundial, muito competitivo. Depois do primeiro golo podíamos ter feito o segundo e era outro jogo. É assim... Não estamos contentes com o resultado, mas terá de haver autocrítica. Não há jogos fáceis e precisamos de melhorar e crescer".
Lançar Félix não teria sido uma opção, visto que jogou com Ronaldo esta época? "Tudo o que não foi feito é uma opção. Temos Bruno e Bernardo que são os melhores entrelinhas. Temos de avaliar o que é preciso melhorar e acrescentar ao nosso jogo".
Como se explica o adormecimento após o golo sofrido? "É fácil de explicar... É um Mundial. É um processo em que precisamos de crescer. A RD Congo fez uma exibição muito boa, com boas decisões e ocasiões. Fizemos um ponto... Mas se queremos chegar longe no Mundial temos de olhar para este jogo".
Sentiu falta da experiência de Rúben Dias no golo sofrido? "Futebol é um jogo de erros. É uma bola parada e pode acontecer... Há muita emoção por jogar por Portugal e isso pode levar a perder o foco. Faz parte da fase de grupos e a atitude foi exemplar".
(em atualização)
Mundial