Taremi e o clima à volta da seleção do Irão: «Nota-se algo de estranho e diferente em relação a nós»
A presença da seleção iraniana no Mundial desperta ainda muita tensão
Seguir Autor:
O clima de tensão mantém-se e estão marcadas manifestações para segunda-feira em Inglewood devido à utilização da bandeira do Irão anterior à Revolução Islâmica, onde o estandarte verde, branco e vermelho ostenta um leão e um sol. Mais protestos podem vir no momento do hino onde está ameaçado de ser vaiado, como aconteceu em 2022, no Qatar. Como resposta, o ministro do desporto do Irão, Ahmad Donyamali, afirmou que o país estará atento a “bandeiras e cânticos” e ameaçam parar o jogo caso sejam detatados símbolos hóstis à República Islâmica.
O ex-FC Porto, Mehdi Taremi falou sobre o ambiente que a seleção tem vivido: «Não é o primeiro Mundial que disputo e posso garantir que não é a mesma coisa que nas edições anteriores», afirmou o avançado, que falou também na “muita tensão” sentida. «Pode ser uma sensação minha, e espero que seja, mas noto algo de estranho e diferente em relação a nós. Espero que as coisas corram bem assim que a competição começar». Importante lembrar que a seleção iraniana irá disputar os três jogos da fase de grupos (frente à Nova Zelândia dia 16, Bélgica dia 21 e Egito dia 27) nos Estados Unidos.
Tendo em conta que o presidente Donald Trump e os EUA desde há muito esclareceram que os iranianos não poderão estar em solo americano a não ser para disputar partidas da competição, por isso, terão de viajar todos os dias de jogo desde o estado americano até Tijuana. onde se encontram hospedados. Em relação ao apoio nas bancadas, a presença de povo iraniano mantém-se uma incógnita depois dos EUA serem acusados pelo Irão de os bilhetes lhes serem retirados aos seus adeptos.
Mundial