Federação belga impugna elegibilidade de Balogun para o jogo dos 'quartos' do Mundial
A Federação Belga de Futebol (RBFA) lamentou esta segunda-feira a falta de explicações da FIFA sobre a suspensão do castigo aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun, acusando o organismo de criar um recurso artificial.
Em comunicado, a RBFA diz ter enviado uma carta à FIFA a solicitar "uma cópia da decisão, uma explicação do processo adotado e expondo a sua posição em relação aos regulamentos aplicáveis".
"Como única resposta, a FIFA enviou uma carta à RBFA afirmando que considerava a correspondência como um recurso, que tinha sido designado um juiz e que a RBFA tinha apenas algumas horas para apresentar o recurso. A FIFA não forneceu qualquer informação", denuncia.
A federação lembra que, segundo os regulamentos, um recurso só é admissível se a decisão fundamentada tiver sido previamente comunicada ao recorrente.
"Enquanto a RBFA procurava apenas esclarecimentos legítimos, a própria FIFA criou um recurso e garantiu imediatamente que o mesmo fosse declarado inadmissível", acusa.
A RBFA acrescenta que, na reunião de coordenação do jogo dos 'oitavos' do Mundial2026, a FIFA "retirou deliberadamente" da apresentação a secção relativa à suspensão automática de jogadores - tema que, sublinha, "tinha sido abordado em todas as reuniões nas quatro partidas anteriores".
"A RBFA questionou a FIFA, oralmente e por escrito, sobre os motivos desta alteração, mas, mais uma vez, não obteve resposta", indica.
Esta federação referiu que, até ao momento, "ainda não recebeu qualquer decisão ou explicação por parte da FIFA sobre o assunto" e que "não lhe resta outra alternativa senão contestar a elegibilidade do jogador para o próximo jogo".
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