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06/07/2026

Todas as reações ao 'caso Balogun': «Infantino deveria ter vergonha»

Casa Branca contactou diretamente a FIFA e Gianni Infantino

18:50 06.07.2026

Rubio defende decisão da FIFA no caso Balogun: «Nunca deviam rever estas coisas em câmara lenta»

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu hoje a decisão da FIFA de levantar a suspensão do avançado norte-americano Folarin Balogun, permitindo-lhe disputar os oitavos de final do Mundial de futebol frente à Bélgica.

"Nunca deviam rever estas coisas em câmara lenta. Deviam ser revistas à velocidade normal. Penso que foi a decisão certa reverter a suspensão", afirmou Rubio durante uma reunião, no Departamento de Estado, com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Chile, Francisco Pérez.

17:30 06.07.2026

Infantino e o caso Balogun: «Disse a Trump que a decisão seria tomada pelos órgãos competentes da FIFA»

Gianni Infantino confirma que falou com Donald Trump, mas fez questão de reforçar que os "órgãos judiciais da FIFA são independentes". Face à escalada da polémica sobre o caso Balogun, jogador norte-americano a quem foi perdoado um jogo de suspensão e que assim está apto para defrontar a Bélgica nos 'oitavos', o líder do organismo que rege o futebol mundial dá conta que explicou ao presidente norte-americano que estava em curso um processo jurídico e que respeita a autonomia dos órgãos que tomam decisões. 

16:37 06.07.2026

Trump admite que falou com Infantino para "revisão" do vermelho a Balogun

Donald Trump admitiu esta segunda-feira na Casa Branca, em Washington, que falou com Gianni Infantino, presidente da FIFA, para que o organismo revisse o cartão vermelho mostrado a Balogun, avançado dos EUA, no encontro com a Bósnia dos 16 avos de final do Mundial'2026 (vitória por 2-0 da seleção norte-americana). 

"Sim, pedi uma revisão por parte da FIFA. Falei com um homem que é altamente respeitado e, já agora, cujo nível de respeito aumentou dez vezes - e já era bom antes disto começar -, mas ele realmente impulsionou isto neste país. Fui eu que os fiz fazer isso, não foi o Biden. O Biden estava dormir", disse já no final de um discurso no qual revelou que viu o lance em causa, considerando que não houve falta. 

Leia a notícia na íntegra.

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15:30 06.07.2026

Federação belga impugna elegibilidade de Balogun para o jogo dos 'quartos' do Mundial

A Federação Belga de Futebol (RBFA) lamentou esta segunda-feira a falta de explicações da FIFA sobre a suspensão do castigo aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun, acusando o organismo de criar um recurso artificial.

Em comunicado, a RBFA diz ter enviado uma carta à FIFA a solicitar "uma cópia da decisão, uma explicação do processo adotado e expondo a sua posição em relação aos regulamentos aplicáveis".

"Como única resposta, a FIFA enviou uma carta à RBFA afirmando que considerava a correspondência como um recurso, que tinha sido designado um juiz e que a RBFA tinha apenas algumas horas para apresentar o recurso. A FIFA não forneceu qualquer informação", denuncia.

A federação lembra que, segundo os regulamentos, um recurso só é admissível se a decisão fundamentada tiver sido previamente comunicada ao recorrente.

"Enquanto a RBFA procurava apenas esclarecimentos legítimos, a própria FIFA criou um recurso e garantiu imediatamente que o mesmo fosse declarado inadmissível", acusa.

A RBFA acrescenta que, na reunião de coordenação do jogo dos 'oitavos' do Mundial2026, a FIFA "retirou deliberadamente" da apresentação a secção relativa à suspensão automática de jogadores - tema que, sublinha, "tinha sido abordado em todas as reuniões nas quatro partidas anteriores".

"A RBFA questionou a FIFA, oralmente e por escrito, sobre os motivos desta alteração, mas, mais uma vez, não obteve resposta", indica.

Esta federação referiu que, até ao momento, "ainda não recebeu qualquer decisão ou explicação por parte da FIFA sobre o assunto" e que "não lhe resta outra alternativa senão contestar a elegibilidade do jogador para o próximo jogo".

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13:37 06.07.2026

Primeiro-ministro belga ironiza com o recursa ao seu gato: «Cartão vermelho? Ainda vou jogar!

O ministro dos Negócios Estrangeiros belga considerou incompreensível a decisão da FIFA de suspender o cartão vermelho dado ao avançado norte-americano Balogun no Mundial de 2026, questionando a intervenção política de Donald Trump. "Se um telefonema explica realmente esta decisão incompreensível, seria uma violação flagrante das regras mais básicas do futebol e do desporto", disse Maxime Prévot em comunicado.

Por sua vez, o primeiro-ministro belga, Bart De Wever, optou por abordar a controvérsia com ironia, usando o seu gato, Maximus, como ferramenta de comunicação bem-humorada nas redes sociais. "Cartão vermelho? Ainda vou jogar!", "exclama" Maximus, comentando uma fotografia em que surge com um cartão vermelho pendurado na pata, a relaxar na passadeira cinzenta do edifício da presidência do Conselho de Ministros, em Bruxelas.

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12:37 06.07.2026

Tuchel confuso: «O que se passa? A questão que coloco é onde traçar a linha»

Após a vitória frente ao México (3-2), Thomas Tuchel, selecionador de Inglaterra, mostrou-se confuso em relação à decisão da FIFA de anular o cartão vermelho a Balogun. O treinador começou por ser questionado se a federação inglesa vai recorrer da expulsão de Jarell Quansah aos 54 minutos da partida no Azteca.

"Onde é que isto começa e onde é que termina? Podemos reverter ou não podemos reverter? O que se passa? A questão que coloco é onde traçar a linha. Não tenho resposta para isso. Apelamos se um cartão amarelo não for cartão amarelo? Achamos que não é cartão vermelho, ou quem é que o acha? Onde é que isto começa e onde termina? É a minha pergunta. Não tenho uma resposta", disse, citado pela BBC, antes de dar a sua opinião sobre o vermelho mostrado ao avançado dos EUA na partida com a Bósnia.

"Para ser muito claro, acho que não era cartão vermelho. Mas o VAR interveio e, obviamente, três pessoas do VAR e o árbitro analisaram a jogada e consideraram que era cartão vermelho, por isso a decisão está tomada. Quem reverte esta decisão, quando e com que base? E até onde é que isto vai agora? Para mim, é apenas estranho. Nós só queremos consistência nas decisões. Portanto, o nosso cartão amarelo ao Declan Rice logo no primeiro minuto… agora podemos debater isso sem fim. Acho que não é cartão amarelo. Recuperamos esse cartão? A França recupera o cartão amarelo do Olise que não era cartão amarelo? Onde é que isto termina? Onde é que pára? Não conheço as regras. Sou a pessoa errada a quem perguntar. Vou esperar para ver o que aí vem", sublinhou.

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12:23 06.07.2026

Klopp comenta: «Infantino e Trump? Este jogo é nosso, não é deles!»

Jürgen Klopp também comentou o assunto do momento no Mundial'2026. Em declarações na MagentaTV, onde tem sido comentador dos jogos do Campeonato do Mundo, o antigo treinador do Liverpool disse que Gianni Infantino e Donald Trump não se podem intrometer nestes casos. "Se foi mesmo assim, que o Trump e o Infantino combinaram isto um com o outro, então isso é de loucos. Temos de dizer isto de forma muito clara: este jogo é nosso, não é deles!", referiu, citado pelo jornal 'Bild'.

O treinador alemão, que deverá ser o próximo selecionador da Alemanha, lembrou que há muitos cartões vermelhos mal mostrados que não foram revertidos. "Todos nós sofremos com decisões erradas. Apesar disso, todos aprendemos ao longo da vida a viver com elas. E isto aqui é simplesmente uma decisão de campo. No passado, foram mostrados cartões vermelhos tão ridículos em que toda a gente diz depois que não era para vermelho. E, no entanto, a decisão mantém-se porque são decisões de campo", disse, antes de considerar que o cartão vermelho mostrado a Balogun no encontro com os EUA foi justo.

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12:01 06.07.2026

Mauricio Pochettino: «Se estivesse no banco adversário celebraria...»

Mauricio Pochettino elogiou a decisão da FIFA de anular o cartão vermelho da Balogun. Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo dos 'oitavos' do Mundial com a Bélgica (01h00), o selecionador dos EUA sublinhou que a sua equipa já foi "suficientemente castigada (...) por uma decisão que foi completamente injusta" e que "99,9% das pessoas concordam que foi um cartão vermelho injusto".

"Todos os que realmente amam o desporto e confiam na ética e na integridade celebram esta decisão. Já fomos suficientemente castigados contra a Bósnia ao jogar com 10 homens durante 30 minutos devido a uma decisão que foi completamente injusta. 99,9% das pessoas concordam que foi um cartão vermelho injusto", disse, citado pelo 'The Guardian', antes de ser questionado se Donald Trump deve estar envolvido em questões que não são políticas. "Não, não. Não podemos misturar".

"Não sei como é que as pessoas podem ficar surpreendidas. Isto já aconteceu no passado. Não é algo extraordinário que só tenha acontecido connosco. Temos visto muitos lances neste Mundial que - felizmente, e ainda bem - não resultaram no tipo de castigo que nós recebemos, porque isso também teria sido injusto. É por isso que agora, se estivesse no banco adversário, celebraria. Perder um jogo num Mundial é duro para um jogador, e se um jogador que vamos enfrentar for suspenso de forma injusta, ficando impedido de jogar pela sua seleção, é realmente duro", acrescentou.

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11:43 06.07.2026

Gary Neville: «Estamos surpreendidos? Não, com esta gente não»

Gary Neville, antigo jogador do Manchester United, considerou que as regras devem ser "iguais para todos", mas sublinhou que as pessoas não estarão muito surpreendidas com a decisão da FIFA.

"É uma vergonha. O que eu diria é que o que mais chateia nisto tudo é que devia haver um processo de revisão. Na verdade, não achei que fosse cartão vermelho, e acho que devia haver um processo que permitisse revertê-lo. Mas se não há processo para reverter a decisão e, de repente, do nada, a FIFA decide basicamente deixar um jogador jogar... As regras [deviam ser] iguais para todos. Estaria absolutamente furioso se fosse a Bélgica, ou qualquer outra equipa da competição que tenha tido um jogador expulso e que sinta que foi um bocado injustiçada. E sabem que mais, estamos surpreendidos? Não, com esta gente não", disse o agora comentador, citado pelo 'The Independent'.

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11:38 06.07.2026

Stale Solbakken: «Foi um erro tremendo por parte da FIFA»

Após a vitória com o Brasil (2-1), Stale Solbakken, selecionador da Noruega, também falou sobre o 'caso Balogun', considerando que a anulação do cartão vermelho ao avançado dos EUA foi um "tremendo erro por parte da FIFA" e que é uma decisão que "vai prejudicar" o Mundial.

"Foi um erro tremendo por parte da FIFA. Foi uma conclusão pouco feliz. Viu o cartão vermelho e confirmaram que era mesmo cartão vermelho. Acabou por ser afastado do jogo, ou seja, o cartão significava que ficaria de fora do jogo seguinte", começou por referir, citado pelo 'GloboEsporte'.

"O pior desta situação é que, se derrotarem a Bélgica, vão ter sempre esse ponto extra. Se calhar jogam bem, a Bélgica vai ficar furiosa. Se chegarmos a esse ponto, e o próximo cartão vermelho? O que acontece? Vão arranjar uma comissão em algum lado que vai retirar essa punição também? Ou seja, foi uma decisão muito, muito, muito má, que vai prejudicar o Mundial. E também lamento pelos Estados Unidos, porque, se a seleção ganhar, é um fator que vai estar sempre na balança. É mau para o desporto e uma má decisão por parte da FIFA", acrescentou.

11:30 06.07.2026

Wayne Rooney: «Infantino deveria ter vergonha disto»

Wayne Rooney também já reagiu ao 'caso Balogun', dando o exemplo do que aconteceu consigo antes do Euro'2012. Em declarações na BBC, o antigo internacional referiu que Infantino, presidente da FIFA, deveria ter "vergonha disto". 

"Apanhei uma suspensão de três jogos antes do Euro'2012, por isso ia falhar os três jogos da fase de grupos e, basicamente, disseram-me que se fosse à Suíça dar um treino a um grupo de miúdos me retiravam o terceiro jogo. Não concordava com aquilo, mas aceitei fazê-lo porque não queria a suspensão de três jogos, embora achasse que aquilo estava errado. Mas este castigo ficar suspenso? Ou retiram o cartão vermelho - o que acho que seria provavelmente a decisão correta e assim ele podia jogar - ou então não. Mas deixar a suspensão sob condição durante um ano acho que é uma vergonha absoluta e o Infantino devia ter vergonha disto porque acho que o desportivismo está aqui em causa. Se eu fosse o adversário dos EUA, ficaria absolutamente furioso. Acho que está errado em todos os aspetos. Acho que é uma vergonha absoluta", afirmou. 

10:53 06.07.2026

Duro comunicado da UEFA: «Foi ultrapassada uma linha vermelha»

A UEFA também já reagiu ao escândalo e diz em comunicado que foi ultrapassada uma "linha vermelha".

"O futebol, como qualquer outro desporto, assenta em regras, que constituem a base de uma competição justa, honesta e transparente. Por vezes, as regras estão abertas a interpretação. Neste caso, não. A suspensão automática mínima de um jogo na sequência de um cartão vermelho não é uma opção discricionária nem depende da decisão de um órgão competente para entrar em vigor. Trata-se de um princípio consagrado nos regulamentos, que não pode ser sujeito a exceções, muito menos a meio de um torneio em que vários outros jogadores passaram pela mesma situação e cumpriram regularmente a respetiva suspensão", pode ler-se

E acrescenta: "Quando a certeza da aplicação das regras deixa de ser garantida por quem tem o dever de as salvaguardar, a integridade do jogo fica em causa e a credibilidade de uma competição é comprometida. Além disso, esta decisão cria um precedente no torneio em curso, fazendo com que situações semelhantes passem agora a exigir tratamento idêntico, em prejuízo da própria competição."

"O futebol é o desporto mais amado do mundo porque é um belo jogo e inspira confiança porque é praticado em todo o lado segundo as mesmas leis. Um torneio nunca é um acontecimento isolado e, quando o torneio em causa é o Campeonato do Mundo, tem o poder de gerar consequências positivas ou negativas para o futebol no seu todo", conclui.

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10:26 06.07.2026

«Já ouvi dizer que FIFA rima com máfia. Eu não iria tão longe. Mas a verdade é que FIFA já não rima com quase nada»

"Já ouvi dizer que FIFA rima com máfia. Eu não iria tão longe. Mas a verdade é que FIFA já não rima com quase nada. A cumplicidade (para não dizer outra coisa) entre o presidente desta organização mundial (que acaba de perder toda a credibilidade perante os verdadeiros adeptos de futebol) e o ocupante da Casa Branca… atingiu o auge do absurdo, e até da vergonha", diz o jornalista Vicent Langendries na rádio e televisão pública francófona RTBF.

10:23 06.07.2026

«FIFA e Infantino mostram quem realmente são»

No jornal flamengo De Standaard, Bart Lagae afirma que "mesmo antes de um jogo decisivo entre Bélgica e Estados Unidos, a FIFA e Infantino mostram quem realmente são", devido a uma decisão que surgiu "de forma completamente inesperada".

10:20 06.07.2026

O que diz a imprensa belga

 "Desde a sua criação, a FIFA tem afirmado vender imparcialidade. Ao levantar a suspensão do melhor marcador da seleção dos Estados Unidos na véspera do jogo dos oitavos de final contra a Bélgica, esta instituição, nada venerável, acabou de pôr a sua imparcialidade à venda", pode ler-se no jornal Le Soir.

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10:18 06.07.2026

Blatter: «Quo vadis, FIFA?»

"Os cartões vermelhos não são anulados por telefonemas políticos. São anulados com base nas regras, nas provas e por órgãos independentes. Se um Presidente dos Estados Unidos intervém junto do Presidente da FIFA - e um jogador é subitamente ilibado antes de um jogo a eliminar do Campeonato do Mundo - a pergunta torna-se inevitável: Quo vadis, FIFA? O futebol nunca deve tornar-se um campo de jogo para o poder político", considera Joseph Blatter, antigo presidente da FIFA.  

10:13 06.07.2026

Onda de indignação

Folarin Balogun recebeu autorização para disputar o jogo contra a Bélgica, depois de ter sido expulso na partida dos Estados Unidos contra a Bósnia, na passada quinta-feira. De acordo com o jornalista Ben Jacobs, a Casa Branca terá contactado diretamente a FIFA e Gianni Infantino para que a revisão fosse feita, o que está a gerar uma onda de indignação.

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