Trump admite que falou com Infantino para "revisão" do vermelho a Balogun: «Nunca vi nada assim. Não foi falta»
Presidente dos EUA admitiu que não sabia que um jogador expulso não pode atuar no encontro seguinte
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Donald Trump admitiu esta segunda-feira na Casa Branca, em Washington, que falou com Gianni Infantino, presidente da FIFA, para que o organismo revisse o cartão vermelho mostrado a Balogun, avançado dos EUA, no encontro com a Bósnia dos 16 avos de final do Mundial'2026 (vitória por 2-0 da seleção norte-americana).
"Sim, pedi uma revisão por parte da FIFA. Falei com um homem que é altamente respeitado e, já agora, cujo nível de respeito aumentou dez vezes - e já era bom antes disto começar -, mas ele realmente impulsionou isto neste país. Fui eu que os fiz fazer isso, não foi o Biden. O Biden estava dormir", disse já no final de um discurso no qual revelou que viu o lance em causa, considerando que não houve falta.
"Nunca vi nada assim. Vi a jogada, sou uma pessoa que adora desporto e fui um bom atleta. Percebo muito de desporto, mesmo muito bem. E aquilo não foi falta. Aquilo nem sequer foi uma infração. Foram dois jogadores a correr à velocidade máxima que, por acaso, chocaram um contra o outro. Não se pode pegar no pé e colocá-lo deliberadamente no pé de outra pessoa quando se vai a correr. Foram dois grandes atletas que se embrulharam", sublinhou.
Donald Trump afirmou ainda que o árbitro Raphael Claus, que dirigiu o EUA-Bósnia, tem um "passado muito suspeito": "E este árbitro, que é um bocado suspeito, se verificarem o passado dele... Não quero dizer isto porque não gosto de criar polémica. Mas muito suspeito... Se quiserem, faculto-vos o passado dele. Tomou uma decisão que ninguém conseguiu acreditar. Até as pessoas do outro lado disseram: 'Ah, tivemos sorte, uau'".
O presidente dos EUA voltou depois a falar do lance, reiterando que os dois jogadores "chocaram": "E é muito interessante, dizem que não mostram em câmara lenta, e eu nunca tinha percebido isso, nunca tinha ouvido falar disso antes, que não são autorizados a rever em câmara lenta porque é muito diferente. Porque se pegarmos num pequeno quarto de segundo vê-se que uma mão está a tocar num pescoço ou vê-se algo parecido, ao passo que, quando se vê em velocidade normal, parece que dois jogadores chocaram, que foi realmente o que aconteceu. Eles meio que se embrulharam".
Donald Trump admitiu que não sabia que um jogador expulso não pode atuar no encontro seguinte: "Não fez nada de errado, e ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores jogadores, muito crucial, e o árbitro deu-lhe um cartão vermelho. Não sabia o que isso significava, não achava que significasse muito. Depois comecei a ouvir dizer que isso significa que não pode jogar no próximo jogo, pelo menos no próximo jogo. Se tivesse acontecido a outro jogador teria sido injusto, mas quando nos tiram o melhor jogador, ou quase isso - eles têm alguns grandes jogadores, - e dizem que não pode jogar, isso é muito injusto. Uma coisa é penalizar alguém para o jogo em curso. Mas como é que se penaliza alguém para um jogo que ainda nem sequer foi jogado? É muito injusto, não se pode fazer isso", disse.
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