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O sonho de ganhar o Mundial, a pulseira especial com o nome de Diogo Jota e a "melhor mistura" que pode haver na Seleção: o que disse Vitinha

Médio foi o escolhido para falar aos jornalistas na primeira conferência da Seleção Nacional em solo norte-americano

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Vitinha em mais uma conferência de imprensa da Seleção Nacional
Vitinha em mais uma conferência de imprensa da Seleção Nacional
A pulseira oferecida por Luís Montenegro aos jogadores portugueses
Vitinha em mais uma conferência de imprensa da Seleção Nacional
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A pulseira oferecida por Luís Montenegro aos jogadores portugueses
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A pulseira oferecida por Luís Montenegro aos jogadores portugueses
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Vitinha foi o escolhido para falar este sábado aos jornalistas na primeira conferência da Seleção Nacional em solo norte-americano. O médio do PSG foi questionado acerca da sensação que é representar Portugal no Mundial'2026 e revelou quais as suas expectativas para o torneio.

Como estão a viver primeiros momentos em Miami? E expectativas?

”Boa tarde a todos. Temo-nos sentido muito bem. Já tivemos Mundial de Clubes no ano passado aqui nos Estados Unidos, já sabemos mais ou menos o que esperar em termos de condições e tudo mais. Miami é um sítio inacreditável, estamos a desfrutar e a adaptar-nos bem”.

Com 8 anos sonhava com tudo o que já conquistou?

“Não me lembro, sinceramente. Posso deduzir que sim. Desde que me lembro foi o que mais quis fazer, nunca quis outra coisa. Não sei se por influência do meu pai, não direta mas por acompanhá-lo sempre por ser jogador e eu estar presente nesse mundo. De certeza que sonhava com isso já na altura. Não adivinhava que ia conseguir, mas como gosto de dizer ainda é um processo. Já ganhei essas coisas mas quero continuar a ganhar muito mais, incluindo o Mundial”.

Como chega fisicamente e mentalmente? Nota de 0 a 10 à época?

”Sinto-me muito bem. Fisicamente e mentalmente estou muito bem. A nota... eu não gosto de me avaliar. Mas foi uma época muito boa, não só minha mas como do clube e quero fechar com chave de ouro”.

Quero fechar a época com chave de ouro
Vitinha

Sentem-se favoritos? Portugal poderá terminar no top-3?

”Vamos falar o que muitas vezes falámos. Nós realmente sabemos - não somos ingénuos -, que temos uma Seleção de grande qualidade, com muito talento e jogadores em clubes enormes pelo mundo. Diria até, por isso mesmo, que se calhar nunca tivemos uma Seleção assim. Mas, isso não vale nada no papel, como sempre. Diria que somos candidatos, sem dúvida, temos uma Seleção muito forte, mas favoritos não diria, não usaria essas palavras. Temos grande qualidade, muita capacidade, há que pô-la em prática e fazer o melhor pela Seleção”.

O que faz com que o grupo possa conseguir algo inédito?

“Se todos soubéssemos já o teríamos feito... Sabemos que o que dá sempre certo é ser humildes, jogar jogo a jogo, pensar no futuro próximo e não longe demais. O talento nós temos, falta só a parte técnica e tática. A tática principalmente. Temos de pôr muita dedicação e compromisso como tentamos sempre fazer e esses são os ingredientes perfeitos para sair daqui com bons resultados. Recebemos de bom grado essa posição e esse interesse que há pela Seleção, mas depois isso não vale nada se não fizermos o que temos a fazer em campo. Preparados, ansiosos porque queremos jogar este Mundial - é o sonho de qualquer jogador - e tudo vamos fazer para as coisas correrem bem”.

Se ganhar o Mundial, vai ganhar a Bola de Ouro?

”Falta conquistar muitas mais coisas, não só o Mundial. Espero poder conquistar muito, incluindo o Mundial. Ainda está longe, ainda não jogámos sequer o primeiro jogo, é muito prematuro para estar a falar disso. O que posso dizer é que podemos garantir muita dedicação, compromisso de trabalho. Quando há isso, vamos estar muito mais perto de conseguir o que queremos”.

Pulseiras são amuleto da sorte?

“Não sei se posso explicar. Não sei se é algo que querem deixar, não em segredo, mas no seio do grupo, então não vou dizer. Mas é algo que usamos todos".

Vencer o Mundial seria mais especial do que as duas Champions?

“Diferente. Mas certamente será muito especial ganhar um enormíssimo troféu pela Seleção depois da Liga das Nações”.

RD Congo vai tentar congelar o meio-campo de Portugal?

“Para já não posso prever. Ainda vamos falar sobre eles, perceber o que podem fazer ou não. Mas se nos concentrarmos em nós próprios será melhor e as coisas terão tudo para correr bem”.

Obsessão em marcar 1º golo pela Seleção?

”Obrigado por referir que não tenho nenhum golo pela Seleção (risos). Sim, sem dúvida, era algo que gostava muito de fazer, mas nunca pondo à frente do que é melhor para a equipa. Obviamente se marcar é o melhor, mas muitas vezes não surge oportunidade ou não é o melhor forçar. Se surgir, claramente vou ficar muito feliz por ajudar e ser o primeiro golo e seria o melhor momento para o conseguir”.

Sem dúvida que gostava muito de marcar o meu primeiro golo pela Seleção
Vitinha

Opinião sobre viagens, condições... A questão física pode ser importante?

“Será sempre super importante, provavelmente pelas condições meteorológicas será ainda mais, sobretudo depois de uma longa época, mais uma. Mas é para todos, a verdade é essa. Já experienciámos no Mundial de Clubes com estas temperaturas, os mesmos estádios. Sabemos que é difícil, mas é um Mundial. Não há desculpas nem condições que nos possam impedir de dar tudo pela Seleção e é isso que vamos fazer”.

É o 3.º melhor do Mundo mas uma ‘anti-estrela’. Sente-se bem nesse papel?

“Sinto-me muito bem nesse papel, mais natural, é o perfil que sou. Nunca iria mudar ou ser de outra forma para ter mais benefícios, privilégios ou o que fosse. Prefiro ser assim e tudo o que vem com isso eu gosto e prefiro que seja dessa forma. Não penso que me prejudica. Se prejudica, dá-me igual".

Meio-campo considerado dos melhores do Mundial. Traz pressão?

“É o que falam da Seleção também. Em vez de pressão podemos falar de responsabilidade. Da minha parte, dos outros médios e dos outros jogadores, só podemos garantir muito trabalho e dedicação. Vamos deixar tudo em campo pelo que representa jogar o Mundial e também por toda a nação. É sempre especial quando representamos a nossa nação, os nossos amigos, a nossa família".

O que Portugal pode retirar com a dupla com João Neves?

“Já respondi várias vezes. Óbvio que trazer dinâmicas de clubes é sempre algo que selecionadores aproveitam, mas cabe-lhe [a Roberto Martínez] decidir como e se acha que é melhor aproveitar. Com qualquer um que jogue no meio-campo vou estar feliz, porque acima de tudo eu quero é jogar também, mas sei que os que forem escolhidos vão dar tudo".

Colocam a fasquia em alguma fase?

“Não falamos disso diretamente, a dizer que devemos ou não pôr a fasquia alta. Já todos temos muita experiência de clubes e de Seleção para saber que as competições se ganham pensando no futuro próximo. No presente, no momento, no jogo que vem a seguir. Se fizermos isso estamos muito mais perto de ganhar. Pensar jogo a jogo. É cliché mas funciona. Pensar na RD Congo, o que fazer, estudar bem o jogo, dar tudo e, esperemos, ganhar. Depois fazer o mesmo no segundo, terceiro, se passarmos - e espero que sim - nos 16 avos e nos outros todos”.

Condições...

”Estão ótimas. É o segundo dia, estamos a habituar-nos ao horário, ao descanso, ao calor, mas a habituar bem e a gostar”.

Mensagem para os portugueses nos EUA?

"Deixo mensagem de agradecimento, principalmente, Fomos muito bem recebidos no aeroporto, no hotel, aqui no centro de treinos. O que lhes posso garantir é o que disse antes: muito trabalho, dedicação e que saibam que temos muito orgulho em representar Portugal. Não é novidade para mim e outros da Seleção saber o quão os emigrantes têm Portugal no coração, o quão difícil é estar longe do seu país. Passo por isso em França e sei de muito perto a quantidade de pessoas que têm muito amor por Portugal estando longe do país. Isso podemos garantir”.

Pulseira...

“Quando fomos reunir com o primeiro-ministro, [Luís] Montenegro, ofereceu-nos esta pulseira e certificou-se que poderíamos usá-la em campo, como o nome de todos os jogadores mais o nome especial do Diogo Jota. Deixou à nossa escolha se queríamos usá-la ou não, de que forma, se durante o dia ou no jogo. Recebemo-la com muito carinho e escolhemos usá-la todos".

Luís Montenegro ofereceu-nos esta pulseira com o nome de todos os jogadores e o de Diogo Jota
Vitinha

Semelhanças e diferenças entre Messi e Ronaldo?

“Para mim, ter jogado com os dois maiores da história, Cristiano e Messi, é um prazer enorme e já o disse muitas vezes. Aprendi e continuo a aprender com os dois e é algo que me vai marcar para toda a vida. Na minha opinião e na de muitos são os melhores de sempre. Um prazer enorme e um orgulho tremendo ter jogado com ambos”.

Gostava de uma final entre Portugal e Argentina?

“É óbvio que gostaria muito de jogar uma final, fosse contra quem fosse. Se tiver de ser Portugal-Argentina assino por baixo. A final está muito longe ainda. Primeiro temos de pensar na RD Congo e depois mais à frente”.

Este lote de jogadores pode chegar à final e ao título?

”Claro que sim, mas vai tudo de encontro ao que disse antes. Ainda está muito longe, prefiro falar do futuro mais próximo, que é a RD Congo. Queremos, podemos, mas RD Congo primeiro”.

Assumem-se favoritos para o jogo com Colômbia?

“Neste grupo temos de passar. Consideramo-nos a melhor equipa do grupo mas há que demonstrá-lo em campo e é isso que vamos tentar fazer".

O que nos prepara como magia para o Mundial?

“Vou tentar dar o meu melhor pela minha Seleção e o meu país. É verdade que pode acontecer, mas como disse há pouco, vamos dar tudo. Tenho a esperança de que tudo vai acontecer pelo melhor para mim e o meu país.”

Fotografia de Vitinha com Cristiano na praia...

“Não há Photoshop. É assim. É algo incrível que continue assim com 41 anos. Tenho 26 e não estou assim. É mais uma prova de como se dedica e o quão é importante para ele estar bem. Fomos à praia desfrutar um pouco, também é importante”.

Jovens com experiência é uma mescla ideal?

”É a melhor mistura que podes ter. Ter jovens e no mesmo grupo muita experiência. Cabe-nos retirar o melhor possível disso e temos tudo para conseguir. Misturar só pode dar bom resultado e espero que aconteça”.

O que se destaca da preparação e mentalidade de Ronaldo?

“Tudo aquilo que sabemos. A forma como se dedica. 24 sobre 24 horas, 7 dias por semana. É incrível, um exemplo para todos, os que chegam e os mais velhos. Tudo o que faz na preparação física e mental é incrível. Podia relaxar ou distrair-se um pouco, mas parece que ainda faz mais. É um líder exemplar e é um privilégio para todos nós jogar e desfrutar com ele".

Muda algo entre PSG e Seleção?

“Muda. O Vitinha é o mesmo e tenta dar sempre tudo pelo clube e pela Seleção, mas a verdade é que os companheiros são diferentes, o treinador é diferente, as coisas que pedem também podem ser diferentes. Não vou entrar em detalhes mas há algumas coisas que mudam, obviamente. Mas eu, Vitinha, tento ser o mesmo e tirar o melhor de mim para ajudar a Seleção e o PSG".

Em que ajudaram Roberto Martínez e Luis Enrique?

"Ambos me ajudaram muitíssimo. A minha grande mudança foi quando o Luis Enrique chegou ao PSG e tudo começou a melhorar para mim, para a equipa também, mas as coisas começaram a correr-me melhor. Estou muito grato a ambos. Não só a influência deles, mas todo o trabalho que desenvolvi. Tinha de aproveitar as oportunidades que tive, consegui e foi muito importante".

Mensagem para os portugueses na Venezuela?

“Um abraço, um beijo e que continuem a apoiar-nos muito.”

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