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Luis de la Fuente: «Assinaria chegar todos os anos a uma final e perdê-la»

Selecionador de Espanha promete apresentar todas "as armas" frente à Argentina no derradeiro jogo do Mundial'2026

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De la Fuente, selecionador de Espanha
De la Fuente, selecionador de Espanha • Foto: AP
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O selecionador espanhol, Luis de la Fuente, prometeu apresentar todas as armas frente à Argentina no jogo decisivo do Mundial'2026, no domingo, apesar de já reconhece um "luxo e um privilégio estar na final".

"O importante é chegar a uma final e ter possibilidade de a ganhar. Assinaria chegar todos os anos a uma final e perdê-la. Chegar a uma final é muito importante, assim como lutar por ganhá-la. Lutaremos com as nossas armas e as nossas virtudes, tentando minimizar o adversário, que é uma grande seleção, com uma série espetacular de resultados", afirmou De la Fuente.

A Espanha vai disputar a sua segunda final de um Campeonato do Mundo, depois do triunfo em 2010, na África do Sul, no domingo, no Estádio MetLife, em East Rutherford, partir das 15H (20H em Lisboa).

"Vamos desfrutar o momento e encontramos em nós possibilidades de ganhar", assegurou o técnico espanhol, campeão da Europa em 2024.

Lamine tem de ser Lamine, porque Messi é inigualável, tem um talento descomunal e é um exemplo para os mais jovens, pelo que está a fazer com a sua idade num Mundial

De la Fuente rejeitou apelidar a Argentina de uma seleção 'suja', escusando-se a partilhar qualquer preocupação com a arbitragem do esloveno Slavko Vincic.

"Vai ser um enorme espetáculo. Há duas superequipas, com muitas semelhanças, até no talento dos jogadores. Num primeiro objetivo, todos queremos que as ideias de brilhantismo e jogo bonito dominem as circunstâncias. Depois, que o árbitro cuide dos detalhes para que o espetáculo esteja ao nível da final de um Mundial", advertiu.

O 104.º jogo da 23.ª edição do Campeonato do Mundo vai contar com um intervalo alargado de 30 minutos, em vez dos regulamentares 17, para um espetáculo semelhante ao do Super Bowl.

"Antes de começar esta caminhada, tive uma reunião com os jogadores e contei-lhes como ia desenrolar-se este singular Mundial. E terminei dizendo-lhes: é o que há. E todos, desde então, estamos orgulhosos de estar aqui. O que hoje parece estranho, como a pausa para hidratação, o intervalo com um espetáculo, pode tornar-se habitual. Como não podemos mudar, temos de desfrutar", rematou.

A Argentina, campeã em 1978, 1986 e 2022, procura tornar-se na segunda seleção de sempre a revalidar um título mundial, depois do Brasil em 1962, na sua sétima final.

Instado a comentar o duelo individual entre Lamine Yamal e Leo Messi, o selecionador espanhol apelou à exaltação da atual 'estrela' do Barcelona.

"O Lamine tem de ser Lamine, porque o Messi é inigualável, tem um talento descomunal e é um exemplo para os mais jovens, pelo que está a fazer, com a sua idade, num Mundial. O melhor que o Lamine pode fazer é aproveitar as suas características, porque tem um potencial excecional", referiu.

Relativamente ao 'astro' argentino, o responsável técnico da seleção espanhola rejeito "uma marcação individual", mas prometeu "uma atenção especial", numa final em que reencontra Lionel Scaloni, seu aluno no curso de treinadores em 2017.

"Temos uma grande relação, somos dois competidores e estamos muito felizes por nos enfrentarmos, temos uma admiração mutua", rematou.

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