Luis de la Fuente: «Orgulho dos jogadores tinha sido ferido»
Declarações do selecionador de Espanha após a goleada à Arábia Saudita (4-0)
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Após a estreia em falso, Espanha alcançou este domingo a 1.ª vitória no Mundial'2026 ao golear a Arábia Saudita por 4-0. No final, o selecionador Luis de la Fuente destacou a ambição da equipa e a resposta às críticas de que foi alvo.
"Esta equipa tem uma margem de evolução excecional. Estamos felizes por recuperar o ritmo e corrigir aspetos do nosso jogo que não funcionaram no outro dia [0-0 com Cabo Verde]. Isso deve-se à atitude e à ambição desta equipa. O orgulho dos jogadores tinha sido ferido. Os comentários de que foram alvo incentivaram-nos a reagir. Fizemos uma ótima 1.ª parte. A 2.ª foi diferente, mas fizemos uma exibição muito positiva, que nos dá tranquilidade e confiança", disse o técnico espanhol, abordando depois a exibição de Oyarzabal.
"Quem percebe de futebol valoriza muito [o Mikel Oyarzabal]. O impacto dele na seleção é enorme. Provavelmente, não há outro jogador no mundo com tamanha influência numa seleção. Hoje, conseguiu 2 golos e uma assistência em 24 minutos. Defendo o Mikel - e adoraria que as pessoas em Espanha fizessem o mesmo -, porque pode entrar para a história da seleção", frisou.
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De la Fuente abordou ainda a gestão de Yamal, que abriu o marcador. "A substituição estava planeada ao intervalo. A contribuição dele foi exatamente o que precisávamos para podermos contar com ele em todo o próximo jogo. Voltou em perfeitas condições, assim como o Nico Williams. O próximo que precisa de recuperar é o Víctor Muñoz", explicou o selecionador da Roja.
"Não precisava de provar nada"
Já Oyarzabal, figura do encontro, mostrou-se "satisfeito" por ajudar e rejeitou que a exibição tivesse sido uma prova do seu valor. "No outro dia [0-0 com Cabo Verde], não toquei tanto na bola nem tive uma participação tão ativa. Estou feliz. Penso sempre no sucesso da equipa. Não precisava de provar nada. Sinto-me querido e valorizado pelos meus companheiros e pelo selecionador. Isso é o mais importante. Haverá sempre comentários vindos de fora sobre o nosso desempenho, mas mantemos a calma", sublinhou o avançado da Real Sociedad.
Resignação árabe
Do lado da Arábia Saudita, o selecionador Georgios Donis admitiu as dificuldades sentidas. "Defrontámos uma das melhores seleções mundiais. Decidimos jogar com uma linha de cinco defesas, num bloco baixo, e tentar ser o mais seguros possível. Não defendemos bem. Não fomos sólidos o suficiente para conter a Espanha perto da nossa área. Cometemos muitos erros", disse o técnico grego, concretizando: "Quando adotamos um bloco baixo, é preciso sermos muito sólidos. Esse foi o nosso principal problema. Já tínhamos visto essas dificuldades com o Uruguai na 2.ª parte."
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