Carlos Queiroz elogia Colômbia, mas o Gana quer aproveitar "fragilidades"
Selecionador ganês antecipa duelo dos 16-avos-de-final
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O português Carlos Queiroz, selecionador de futebol do Gana, elogiou a Colômbia, que orientou no passado e é agora adversária nos 16 avos-de-final do Mundial'2026, mas reconheceu-lhe falhas.
"Não há equipas perfeitas e a Colômbia não é perfeita. É uma grande equipa, mas não é perfeita", vincou o luso, certo de que o Gana vai respeitar o estilo de jogo dos sul-americanos, porém sempre à procura dos seus "pontos mais frágeis".
Sexta-feira (madrugada de sábado, em Portugal), Gana e Colômbia defrontam-se em Kansas City, num desafio que fez Carlos Queiroz recordar o "privilégio e honra" de ter orientado os cafeteros, negando problemas durante o seu reinado, entre 2019 e 2020.
"Desfrutei muito e foi uma honra", sublinhou, recusando desentendimentos com o médio James Rodríguez, ex-FC Porto, uma das maiores estrelas da seleção na última década.
Recordou que o seu trabalho envolveu as eliminatórias para o Mundial'2022 do Qatar, que decorreram durante a pandemia da covid-19, "um período muito difícil para todos".
Queiroz considerou ainda que a atual Colômbia de Néstor Lorenzo lhe recorda a que orientou na Copa América de 2019, na qual atingiu os quartos de final, eliminada, no desempate nas grandes penalidades, pelo Chile.
"O desenvolvimento estratégico que nós implementámos na Copa América é muito semelhante ao que a Colômbia está a fazer aqui. Foi por isso que fiz esta comparação. Esses são os pormenores aos quais temos de prestar atenção para fazermos um bom jogo", disse.
Carlos Queiroz, de 73 anos, é o único treinador português entre os 48 do campeonato do Mundo.
O luso participa pela quinta vez em fases finais, primeiro com Portugal, em 2010, e depois pelo Irão, em 2014, 2018 e 2022, igualando o recorde de presenças consecutivas do sérvio Bora Milutinovic - o brasileiro Carlos Alberto Parreira detém um máximo global de seis participações, mas não foram seguidas.
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