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Carlos Queiroz critica formato do Mundial: «Costumávamos falar de futebol, agora falamos de moneyball»

Selecionador do Gana e as 48 seleções no certame

Carlos Queiroz, selecionador do Gana
Carlos Queiroz, selecionador do Gana • Foto: LUSA_EPA
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Carlos Queiroz não parece estar convencido com o atual formato do Campeonato do Mundo para 48 seleções. Depois da derrota (2-1) frente à Croácia, o selecionador do Gana, que conseguiu o apuramento para os 16 avos como um dos melhores terceiros classificados, sublinhou que a competição está a tornar-se "vulgar e comum".

“Quando tantas equipas se podem qualificar, o valor continua a ser raro? Isso parece-me discutível, mas é apenas a minha opinião. Quem é que não se qualificou na Europa? Os torneios de qualificação começam a perder o seu significado se quase todos se apuram. A qualificação devia ser séria, devia ser muito dura, muito competitiva. O Mundial devia ser algo com significado e relevância. Devia ser raro. Mas, como sabem, hoje em dia o dinheiro fala mais alto no futebol. Onde antes costumávamos falar de futebol, agora falamos de moneyball. Acabei de dizer aos meus jogadores que o verdadeiro campeonato do mundo começa na próxima eliminatória", disse o treinador português, de 73 anos, complementando:

"A fase de grupos é o aquecimento e o apuramento para a ronda seguinte é como um cartão de crédito, mas agora é preciso começar a pagar. O vencedor leva tudo, cada jogo é um drama, ninguém se pode esconder. Isso começa no próximo jogo.”

Carlos Queiroz, que assumiu a seleção do Gana em abril, vai defrontar na próxima fase a Colômbia, vencedor do Grupo K, à frente de Portugal. 

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