Queiroz volta ao tema do VAR: «Deveria estar lá para ajudar os árbitros. Já devíamos estar apurados»
Em causa o penálti que ficou por marcar frente à Inglaterra
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Carlos Queiroz criticou a arbitragem do jogo frente à Inglaterra no Mundial'2026, por um penálti não assinalado pelo árbitro, nem revisto pelo videoárbitro (VAR), na terça-feira.
"O VAR deveria estar lá para ajudar os árbitros. Já devíamos estar apurados com 6 pontos, somos bons nos penáltis", realçou o técnico luso referindo-se ao lance polémico, na antevisão ao confronto contra a Croácia, jogo decisivo do Grupo L, no sábado.
Aos 78 minutos da partida em Foxborough, no Massachusetts, o avançado ganês Prince Adu foi derrubado na área pelo defesa inglês Ezri Konsa, que tinha os dois pés levantados quando o ganês estava de frente para a baliza, com o marcador em 0-0. O árbitro hondurenho Said Martínez não reagiu e não consultou o VAR.
"O VAR foi introduzido em 2016 e utilizado no Mundial pela primeira vez em 2018. Não há desculpa ou razão para que não seja melhor, e já é tempo de a FIFA analisar o que aconteceu desde então", considerou Queiroz.
Segundo o antigo selecionador português, o sistema de videoárbitro "foi concebido para ajudar os árbitros a apitar e a tomar as decisões corretas", desabafando: "Espero que melhore nos próximos anos".
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Por seu turno, o avançado ganês Antoine Semenyo admitiu ainda que os jogadores ganeses não protestaram o suficiente junto do árbitro para o convencerem a recorrer ao VAR.
"Os jogadores precisam de confrontar o árbitro para reclamar. Precisamos de ser mais incisivos com os árbitros, insistir mais, porque é realmente frustrante que o lance não tenha sido revisto pelo VAR", vincou.
Queiroz, que está pela quinta vez em fases finais, após 2010, com Portugal, e 2014, 2018 e 2022, todas pelo Irão, já tinha sido irónico após o jogo frente aos ingleses: "O VAR ainda está a funcionar no Mundial? Tenho as minhas dúvidas, o VAR foi tomar um café. Foi claramente penálti".
A Inglaterra está no primeiro posto do Grupo L, com os mesmos quatro pontos do Gana, segundo classificado, com a Croácia em terceiro, com três, e o Panamá em último, sem qualquer ponto.
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