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Tuchel: «Não somos como eles. França, Espanha e Argentina esperam ganhar. Nós ainda não estamos aí»

Selecionador de Inglaterra afirma que "ainda há uma lacuna a colmatar"

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Thomas Tuchel, selecionador de Inglaterra
Thomas Tuchel, selecionador de Inglaterra • Foto: EPA
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O selecionador de Inglaterra, Thomas Tuchel, afirmou que a equipa inglesa está um nível abaixo da Argentina, Espanha e França, restantes semifinalistas do Mundial, que considerou entrarem em cada torneio com a obrigação de conquistar um título.

"Nós não somos como eles. França, Espanha e Argentina esperam ganhar. Nós ainda não estamos aí. Há uma lacuna a colmatar", disse o técnico esta sexta-feira, em conferência de imprensa de antevisão do jogo pelo terceiro lugar frente à França.

"Há ainda uma lacuna a colmatar na forma como jogamos sob pressão, na forma de impor o nosso jogo, na forma de passar ao nível seguinte", acrescentou.

A Inglaterra venceu um Mundial, em 1966, e a jogar em casa. Nunca conquistou um Campeonato Europeu de Futebol.

Tal como após o jogo contra a Argentina, perdido por 1-2 com dois golos sofridos nos instantes finais, Tuchel voltou a ser alvo de críticas pelas decisões táticas que acabaram por deixar a equipa encurralada na área perante o assédio argentino.

"Não me arrependo das minhas decisões porque senti que nos estávamos a tornar demasiado passivos. Senti que o ímpeto do jogo estava a mudar e tentei ajudar a minha equipa", explicou, antes de assumir a responsabilidade por não ter alcançado o resultado desejado.

Não me arrependo das minhas decisões porque senti que nos estávamos a tornar demasiado passivos. Senti que o ímpeto do jogo estava a mudar e tentei ajudar a minha equipa
Thomas Tuchel

Selecionador de Inglaterra

Tuchel disse ainda que Inglaterra pode ainda assinar o melhor resultado dos Três Leões num Mundial nos últimos 60 anos se vencer França, superando os quartos lugares de Itália 1990 e Rússia 2018.

E embora tenha repetido que "ninguém quer estar amanhã neste jogo", sublinhou que Inglaterra vai enfrentar o jogo com responsabilidade.

"A mentalidade não é algo que se liga e desliga à vontade", advertiu o treinador alemão.

Por outro lado, França procura terminar no pódio do Campeonato do Mundo pela sétima vez após o jogo de hoje, no Estádio Hard Rock, em Miami Gardens, nos Estados Unidos, com início às 17H locais (22H em Lisboa) e arbitragem do venezuelano Jesús Valenzuela.

França sagrou-se campeã em 1998 e 2018, foi finalista vencida em 2006 e 2022 e terceira classificada em 1958 e 1986.

A Inglaterra apresenta um historial mais modesto, tendo subido pela única vez ao pódio em 1966, no Mundial que organizou. Em 1990, perdeu na luta pela medalha de bronze com Itália e, em 2018, com a Bélgica, orientada pelo treinador espanhol Roberto Martínez, que foi o selecionador de Portugal no Mundial2026.

A seleção inglesa até esteve a vencer a partida das meias-finais frente à Argentina, mas permitiu mais uma recuperação sensacional aos sul-americanos (2-1), que já se sagraram campeões mundiais três vezes (1978, 1986 e 2022), enquanto a Espanha apenas ergueu o troféu em 2010.

A final do Mundial2026, o primeiro alargado a 48 seleções, cuja fase final se realiza nos Estados Unidos, no México e no Canadá, está marcada para domingo, no Estádio MetLife, em East Rutherford, partir das 15H (20H em Lisboa).

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