Tuchel quer Inglaterra "faminta" e sem medo de Messi: «Estive a pensar se fazemos uma marcação homem a homem à moda antiga...»
Selecionador diz que 'Três Leões' estão "prontos para o que aí vem"
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A Inglaterra está "faminta" de atingir a final do Mundial'2026 e sem medo do argentino Lionel Messi, garantiu na terça-feira o seu selecionador, o alemão Thomas Tuchel, na antevisão ao embate frente aos detentores do título.
"Estamos nas meias-finais e estamos com muita fome. Queremos conquistar a próxima vitória. É um grande jogo de futebol e estamos muito entusiasmados e prontos para o que aí vem", vincou o germânico.
Antes do desafio da segunda meia-final, marcada para o Estádio Mercedez-Benz, em Atlanta, pelas 15H locais (20H em Lisboa),Tuchel assegurou que a sua equipa está "pronta" para o maior desafio da competição até ao momento, sem se deixar intimidar pelo peso da história ou pela aura de Lionel Messi.
"Respeitamos o nosso adversário, mas não nos baseamos em acontecimentos históricos para tornar isto maior do que realmente é", sublinhou.
Em Mundiais, o histórico entre os rivais começou em 1962, no Chile, com a Inglaterra a vencer por 3-1 na fase de grupos, triunfo que repetiu, em casa, em 1966, com 1-0 nos quartos de final, que seriam vingados em 1986, no México, com o 2-1, igualmente nos 'quartos', com a 'mão de Deus' de Maradona, que ainda apontou aquele que muitos consideram o golo do século, em slalom desde o seu meio-campo.
Toda a gente conhece os espaços onde Messi quer aparecer. Se analisares os jogos, ele vê as coisas mais rápido. A bola cai para ele e ele encontra o espaço. Encontrámos alguns padrões nos jogos deles, mas se fechares esse padrão, eles encontram um novo
Thomas Tuchel
Selecionador de Inglaterra
No França'1998, nos oitavos de final, após o 2-2, a Argentina venceu por 3-2 nos penáltis, enquanto na Coreia-Japão2022 os europeus triunfaram por 1-0 na fase de grupos,
Quanto ao "incrível" Messi, "líder e jogador chave em qualquer equipa onde joga", assegura ter um plano para travar o seu génio, sem o revelar, antes ironizando com a vontade de fazer uma marcação homem a homem "à moda antiga".
"Estive a pensar se fazemos uma marcação homem a homem à moda antiga! Não tenho a certeza se vamos avançar com a ideia, mas passou-me pela cabeça. Toda a gente conhece os espaços onde ele quer aparecer. Se analisares os jogos, ele vê as coisas mais rápido. A bola cai para ele e ele encontra o espaço. Encontrámos alguns padrões nos jogos deles, mas se fechares esse padrão, eles encontram um novo", assumiu.
Tuchel preferiu destacar o poder e qualidade do coletivo argentino, que classifica como experiente e coeso.
"Têm um bom treinador e estão juntos há muito tempo. Gostam de jogar no meio do campo com passes curtos, sempre à procura de espaços. Quando o Messi tem a bola, o movimento começa. A execução técnica do fornecimento de bola ao Messi é do mais alto nível absoluto", registou.
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O selecionador foi muito crítico em relação ao desempenho da sua equipa nos quartos de final, com triunfo por 2-1 sobre a Noruega, lamentando os "demasiados erros técnicos e decisões precipitadas" dos seus pupilos.
"Tivemos demasiados erros técnicos no nosso último jogo, que nos impediram de encontrar um ritmo. Estávamos precipitados na tomada de decisão, não fomos pacientes nem disciplinados o suficiente. Ainda assim, melhorámos no torneio ao nível da defesa e de defender como equipa. Isto é algo de que precisamos na quarta-feira, ao mais alto nível", sentenciou, esperando uma "aceleração combinada com a execução técnica a um nível mais elevado".
Destacou ainda o "entusiasmo e ambição" do grupo de trabalho que lidera, confiante de que essa mistura pode ser importante frente à campeã do Mundo e para a conquista do seu segundo título mundial, depois de 1966.
Se vencer a Argentina, a Inglaterra vai defrontar na final, no domingo, a Espanha, que, na terça-feira, derrotou a vice-campeã França, por 2-0, em Arlington, também nos Estados Unidos.
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