Graham Arnold no adeus do Iraque: «Estes jogadores estão mais habituados a ver os adversários na televisão...»
Selecionador explicou ainda por que decidiu dar jogo a praticamente neste duelo de despedida
Três jogos, três derrotas. Um golo marcado e 12 sofridos. O balanço do Iraque no Mundial'2026 não é certamente o mais positivo em termos estatísticos, mas o selecionador Graham Arnold enalteceu o peso que esta experiência pode ter nos jogadores do país asiático. Já sobre o jogo de despedida, com uma pesada derrota sofrida perante o Senegal, Arnold assume que a expulsão madrugadora de Rebin Sulaka, aos 13 minutos, acabou por ser difícil de superar.
"Mentalmente, foi muito duro para os jogadores terem de lidar com um cartão vermelho tão cedo no jogo. Quando jogámos contra seleções como o Senegal e cometemos erros, somos punidos.
Na segunda parte, os jogadores ficaram sem pernas. Fiz algumas substituições que provavelmente não teria feito se não estivesse a perder por 3-0. Estes jogadores trabalharam muito para estar no Mundial. Queria dar minutos a todos para poderem afirmar que representaram o Iraque.
Uma seleção é tão forte quanto é o respetivo campeonato nacional. Se o campeonato nacional não é muito forte, é-se castigado contra adversários de topo. Estes jogadores estão mais habituados a ver os adversários na televisão. O principal objetivo quando assumi o cargo era o apuramento para o Mundial'2026. O milagre aconteceu. Os jogadores usufruíram da experiência de estar no torneio passados 40 anos e têm a oportunidade de aprender com os erros".
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