Gonçalo Ramos e o golo vindo do banco: «Quando acontece tantas vezes não pode ser sorte»
Avançado do Milan lembrou que trabalha sempre no limite para estar preparado para ser opção
Gonçalo Ramos foi o herói da reviravolta contra a Croácia e reagiu de forma bem-disposta a uma pergunta sobre a reação da namorada ao golo decisivo. "Aposto que [a minha namorada] chorou. É uma noite especial porque ela não tinha estado no último Mundial e de certeza que se vai recordar desta noite para sempre. Também estava cá o meu filho que não se vai lembrar de certeza, mas é uma história para contar", começou por dizer na zona mista.
"É importante estar sempre preparado. Eu acho que estou sempre focado e trabalho no meu limite. Dou sempre tudo e acho que isso é o mais importante. Depois o trabalho acaba por recompensar e quando acaba por acontecer tantas vezes não pode ser sorte", atirou.
Após o jogo, o avançado trocou a camisola com Petar Musa, com quem partilhou balneário no Benfica. "Trocámos as camisolas e é uma pessoa muito boa", elogiou a antiga referência ofensiva da águias sobre o seu habitual suplente.
O camisola 9 da Seleção Nacional também relembrou Diogo Jota, a propósito do aniversário da sua morte. "É especial, falamos dele todos os dias e dá-nos força", afirmou antes de abordar a ida para o Milan. "[Este jogo] foi uma boa mensagem para os adeptos que não me conhecem assim tão bem. Consegui mostrar as minhas qualidades e fazer golo", explicou enquanto sorria.
Portugal contou com dezenas de milhares de adeptos em Toronto e Ramos não ficou indiferente. "É muito especial estar tão longe do nosso país e ter tantos adeptos e tantas pessoas a apoiar-nos. Faz-nos sentir em casa e, nos momentos decisivos, joga a nosso favor", realçou.
Sobre as quatro substituições de Roberto Martínez aos 63 minutos, o jogador concordou com a opção. "Penso que a equipa precisava disso, Precisava de pressionar e de marcar. No final, ficou provado que o treinador tinha razão", argumentou em jeito de conclusão.
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