Hernán gritou por Ronaldo durante resgate na Venezuela. CR7 'ouviu' e enviou-lhe camisola assinada da Seleção
Venezuelano esteve oito dias soterrado. Ficou debaixo dos escombros no estacionamento de um centro comercial em Catia La Mar, onde trabalhava como segurança.
O primeiro dia do mês de julho ficará para sempre marcado na memória de Hernán Gil Flores que, oito dias e mais de 190 horas depois de ter estado soterrado na Venezuela na sequência dos sismos que assolaram o país, foi resgatado com vida pelas equipas portuguesas. Assim que ouviu falar em português, Hernán gritou por Cristiano Ronaldo. A mensagem chegou até a CR7 que, mesmo com o foco no Mundial 2026, fez questão de assinar manualmente uma camisola da Seleção Nacional e enviar até ao venezuelano. Este sábado, o Comandante da Força Operacional Conjunta Portuguesa, Hugo Santos, e o Embaixador de Portugal na Venezuela, Frederico Silva, visitaram Hernán no hospital e entregaram-lhe a camisola com o número sete da equipa das quinas.
Hernán ficou debaixo dos escombros no estacionamento de um centro comercial em Catia La Mar, onde trabalhava como segurança.
Nas operações de resgate de Hernán estiveram ainda envolvidos especialistas do Chile, Costa Rica, Venezuela e Estados Unidos da América. "Durante mais de 4 dias, a equipa portuguesa foi a primeira a marcar a sua posição, a progredir até à área, onde alimentou e hidratou Hernán Gil à distância, até ao momento da sua retirada com vida", lê-se numa publicação da Embaixada de Portugal em Caracas, capital da Venezuela.
Recorde-se que, a 24 de junho, a Venezuela foi abalada pelo fenómeno de "duplo sísmico". Em apenas 39 segundos, foram registados dois sismos com magnitude de 7.2 e 7.5 na escala de Ritcher. Morreram milhares de pessoas e outras tantas ficaram feridas. Entre as vítimas das catástrofe natural encontram-se portugueses e lusodescendentes.
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