João Cancelo: «A maior diferença para o primeiro jogo foi a nossa atitude»
Lateral português realçou a pressão alta sobre o adversário desde o primeiro minuto
João Cancelo repetiu a titularidade frente ao Uzbequistão e fez a assistência o primeiro golo que deu origem à goleada. O lateral acredita que a principal diferença esteve na atitude da equipa.
"Sabíamos, à partida, que o Uzbequistão seria uma equipa teoricamente mais fraca, como supostamente era a RD Congo. Mas o que fez a diferença em relação ao primeiro jogo foi a nossa atitude, principalmente. Desde o início, não os deixámos respirar e fizemos uma pressão alta. Houve momentos, ainda na primeira parte, em que baixámos um bocado o bloco e acho que uma equipa como a nossa não o pode fazer. Mas foi uma vitória justíssima. Este torneio é assim. Sabemos o talento individual que temos e sabemos que somos um dos favoritos, sem retirar mérito às restantes seleções favoritas", começou por dizer à Live Mode TV.
Ricardo Quaresma, antigo internacional português, presente no estúdio elogiou a exibição de Cancelo depois de não ter apreciado a prestação do jogador no primeiro jogo.
"Eu já gostava do Quaresma como jogador. Depois de conhecê-lo, passei a gostar ainda mais. Ele tem a sinceridade que eu gosto. Quando quer dizer algo, diz-me na cara e eu adoro isso. Também sinto que no primeiro jogo não fiz um grande jogo. Desde já, uma palavra de apreço ao mister porque, normalmente, quando isso acontece, vou para o banco no segundo jogo e ele continua a acreditar em mim. Hoje apenas joguei 45 minutos, mas estava com a esperança de fazer um grande jogo e de ajudar a equipa a conseguir os três pontos. Felizmente conseguimos e todo o grupo está de parabéns. Sei que há momentos difíceis para alguns que não jogam, mas isto é o futebol. Há uns que reagem de uma maneira melhor e outros pior. O importante aqui é nunca perdermos o grupo e mantermo-nos unidos até ao fim, aconteça o que acontecer", referiu o lateral polivalente antes de abordar o papel de Austin MacPhee, treinador adjunto da Seleção Nacional responsável pelas bolas paradas.
"Ele faz as coisas de forma detalhada. Temos um leque de bolas paradas que, infelizmente, não conseguimos usar contra a RD Congo. Hoje, conseguimos e daqui para a frente vamos continuar a evoluir. Havia uma bola parada, na segunda parte, que era para eu chutar e o mister tirou-me antes, mas eu não vou dizer qual é", terminou de forma bem-disposta.
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