João Cotrim de Figueiredo: «Com o plantel que tem, Portugal tem obrigação de jogar mais»
Eurodeputado da Iniciativa Liberal esteve na Lisboa Football Arena, durante o empate (0-0) da Seleção Nacional com a Colômbia
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Ao intervalo do Colômbia-Portugal, João Cotrim de Figueiredo fez um balanço da prestação lusa, até ao momento, no Mundial'2026. O eurodeputado da Iniciativa Liberal, em declarações a Record na Lisboa Football Arena, manifestou o seu desagrado com o futebol praticado pela Seleção Nacional, embora mantenha a esperança de que surjam melhorias.
"Não tenho de estado particularmente fascinado, acho que nenhum português tem estado. Ficámos muito satisfeitos com os 5-0 ao Uzbequistão, mas temos de confessar que não é uma equipa propriamente da nossa liga. E com as equipas que nos deram uma luta tivemos dificuldades. O que toda a gente se lembra é que no Euro'2016 também foi assim. Fomos jogando de empate em empate e trouxemos o caneco. Portanto, como torço sempre por Portugal espero que seja assim, mas em futebol jogado hoje estamos até abaixo da Colômbia", começou por analisar o ex-candidato à Presidência da República.
E acrescenta: "Acho que temos tido uma capacidade de sofrimento e isso também conta quando chega a altura de decidir os campeonatos. Mas acho que estamos abaixo do nosso potencial e isso é da responsabilidade do selecionador conseguir pôr os jogadores a render. A temperatura não é desculpa, a humidade não é desculpa, as deslocações não são desculpa porque nos torneios sabemos que vão ser sempre assim. Acho que com o plantel que nós temos, temos a obrigação de jogar mais."
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Num comentário mais abrangente sobre o Mundial'2026, Cotrim de Figueiredo assinalou que o lado político tem prejudicado a competição, com os casos que têm envolvido a seleção do Irão à cabeça. Deixou ainda duras críticas ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.
"Acho que sempre que há misturas entre política e futebol dá mau resultado. Pergunta-me sobre o Irão e esse é um caso particular, mas se fomos a ver os campeonatos que foram organizados desde que Gianni Infantino é presidente da FIFA foram sempre em países autocráticos - Rússia, Qatar e na Arábia Saudita em 2034. Portanto esta vontade de, para se manter no poder, Gianni Infantino distribuir benesses, aumentar o número de equipas, obrigar o Mundial a durar mais de 40 dias, depois de uma época bastante desgastante, isto prejudica o futebol. Os preços dos bilhetes não são a favor dos adeptos também, portanto eu acho que se está a misturar a política com o futebol, o negócio com o futebol e é um Mundial que, do ponto de vista emocional, me diz menos do que outros", afirma.
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