Três anos e meio a arranjar subterfúgios: as desculpas mais mirabolantes de Roberto Martínez
Ao leme da Seleção Nacional, o treinador espanhol notabilizou-se por justificações criativas e explicações imaginativas
Seguir Autor:
"Claro", respondia, a 9 de janeiro de 2023, Roberto Martínez sobre se já tinha na cabeça "ser campeão da Europa". "Acredito que é sempre preciso sonhar alto", dizia ainda o treinador belga, que garantia "saber exatamente o que é preciso" para pôr uma equipa a render "depois de sete anos no futebol mundial".
Se sabia, não o mostrou e a vitória no Europeu do ano seguinte foi uma miragem - Portugal caiu nos quartos de final frente à França, curiosamente depois do seu melhor jogo na competição, que ajudou a esquecer o difícil apuramento nos oitavos frente à Eslovénia, conseguido apenas depois de prolongamento e grandes penalidades. Já esta segunda-feira, Roberto Martínez despediu-se do cargo depois da Seleção Portuguesa ser eliminada nos oitavos de final pela seleção espanhola, no Mundial'2026.
No final da partida, Martínez via mais coisas boas do que más. "Defensivamente tivemos muita coragem, boa agressividade, defendemos muito bem", enalteceu, lamentando os "detalhes importantes", a saber "a bola na barra, entrar ou não entrar, e a oportunidade no minuto 90 numa falta rápida". Os detalhes "fizeram a diferença", insistiu Martínez, que sentia "um orgulho incrível" pelo trabalho feito e lamentava "um pouco de azar, a sorte não esteve do nosso lado".
Foi apenas o episódio mais recente de uma série de justificações criativas e imaginativas que o técnico belga deu ao longo de três anos e meio como comandante da Seleção. A Sábado dá-lhe AQUI alguns exemplos.
Relacionadas
Mundial